O Caminho da Moda para as Índias

Continuo sumida do Blog. Como já havia explicado para vocês no último Post, escreveria quando me sentisse inspirada. Ando lendo muita coisa, assistindo muitos filmes, e pensando bastante sobre tudo o que tem preenchido meu tempo livre. Nessas buscas por mais conhecimento profissional e pessoal, me deparei, no Blog da Oficina do Estilo, do qual gosto bastante, com uma matéria interessante sobre descarte das nossas roupas.

Pouco pensamos nessa parte do processo de se vestir. Nos preocupamos com o que comprar, onde, quanto pagar, como combinar e até, às vezes, pensamos rapidamente sobre como nos livraremos das  peças que não queremos mais. Esta última preocupação, quando existente, é solucionada rapidamente, com a ida da vestimenta para a doação, e na tendência atual, a venda ou a troca. Possibilidades ruins? De forma alguma, todas legítimas e viáveis. Porém, mesmo depois de doadas, vendidas ou trocadas, essas peças continuam existindo e em algum momento vão para o lixo… E é nesse ponto que nossa preocupação e raciocínio param. Infelizmente, do ponto que talvez devesse se iniciar.

Ainda bem que para alguns a inquietação não para nesse ponto. E são eles que nos ajudam a refletir profundamente sobre esta questão. Um bom exemplo disso é o documentário muito interessante chamado Unravel, que explica o processo de reciclagem de roupas que acontece na Índia, depois que as mesmas são rejeitadas no Ocidente. Afinal, esse país não é feito só de Maya(s) e Raj(s), como apresentados na novela “Caminho das Índias“.

Embora curto, o documentário é bastante instigante e nos leva a refletir sobre roupas, uso e desuso, e também sobre pessoas, suas diferentes culturas e padrões de consumo, como nos mostra o vídeo e a entrevista com uma indiana que é uma das produtoras do mesmo, ambos os materiais podendo ser vistos aqui. Cabe destacar ainda, que o documentário mostra um pouco dessa realidade, mas não toda, o que abre espaço para ainda mais indagações… Pois, de certo, todas as roupas do mundo não param na Índia, mas ainda assim, não parecem ter um destino melhor que seria possível. Sem contar as questões trabalhistas e humanitárias relacionas à função desempenhada por essas indianas nas indústrias de reciclagem, também não contempladas no vídeo, porém, impossíveis de serem desconsideradas ao assistirmos o vídeo e lermos a reportagem.

Ao trazer esse material para o Blog, quero convidar você que me lê, e a todos nós que nos vestimos a pensar também nessas questões. Afinal, em algum momento essas peças terminarão sua vida útil e onde terminam? Como terminam? Quanto tempo duram no nosso ambiente? Quanto tempo demoram para se decompor?

Talvez, ao pensarmos nessas perguntas e em tudo o que é dito na entrevista e visto no documentário, consigamos entender que ninguém aqui está sugerindo que andemos nus, mas que também não precisamos inundar outros países com nosso lixo excessivo. Se descartamos tanta roupa (em sua maioria em bom estado), será que realmente precisávamos de tanta coisa? A não produção de lixo é um devaneio, mas será mesmo que cem mil toneladas de roupas desprezadas expressam a nossa necessidade no vestir?

Torço que consigamos um dia fazer um caminho para as Índias diferente do que temos feito desde as grandes navegações europeias, com o intuito de explorar, lucrar e nos livrarmos lá, dos nossos problemas daqui. E que neste novo caminho, de mão dupla(!), consigamos, então, esclarecer as diferenças culturais e nos conhecer uns aos outros, coisa que apesar de viagens constantes de pessoas e/ou objetos, como bem mostrado nos materiais acima citados, desde o século XV ainda não obtivemos êxito.

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Ano Novo: Estilo e Organização Renovados

Andei bastante sumida nos últimos meses do Blog. E essa ausência se deu por vários motivos: alguns bons como realização de novos cursos, estudos por conta própria, trabalho… Outros nem tanto. Doença, perda de pessoas queridas, cansaço, calor!!!

E esse período de afastamento do site e das redes sociais me fez ver que existem momentos em que precisamos parar para pensar e criar (ou adaptar) algumas direções. Sim, todos nós precisamos e devemos fazer isso com certa regularidade. Inclusive e principalmente, aquelas pessoas que trabalham com organização e consultoria de imagem como eu. Se minha função é entender a necessidade de outra pessoa, levá-la a um autoconhecimento e ajudá-la a facilitar a própria vida, seja tendo tudo mais organizado ou um guarda-roupa coerente com quem se é, eu preciso também estar com a minha percepção sobre quem sou e sobre as minhas necessidades sempre tinindo.

E ao fazer isso me atentei para muitas coisas que compartilho com vocês neste último dia do ano:

  1. A organização e o planejamento devem ser soluções, não problemas. Quando criei o Blog escrevi um Post dizendo como o mesmo funcionaria e a frequência de posts que publicaria semanalmente. Depois me vi sofrendo por não dar conta do que havia planejado. Foi quando percebi o quão exigente estava sendo comigo mesma, além de tola, ao esquecer que a organização e o planejamento têm que trabalhar a meu favor e não contra mim. Se você se programou para fazer alguma coisa e por motivos diversos não conseguiu é hora de rever prioridades, estabelecer novas metas, e se reorganizar. Poucas coisas são definitivas na vida e as que não são não precisam se tornar. Portanto, utilize a organização como ferramenta par melhorar a vida e não como algema.
  2. Pessoas organizadas conseguem aproveitar melhor seu tempo, mas ainda assim não fazem tudo o que desejam. Eu por exemplo não dou conta de fazer tudo o que gostaria, não porque falte ordem e planejamento, mas simplesmente porque falta tempo mesmo. O dia só tem 24 horas e os meus desejos e anseios são infinitos. Como diz Djavan, “Nem que eu bebesse o mar encheria o que eu tenho de fundo”. Portanto, sempre faltará tempo.  E por mais organizado que se seja não conseguimos mudar isso. Às vezes é preciso entender que, para darmos conta de tudo o que desejamos, precisamos fazer algumas ações com menos frequência do que gostaríamos. Porém, acho que o importante é não deixar de fazer o que nos dá prazer. Ainda que em doses homeopáticas.
  3. Inspiração não vem quando a gente quer. E para escrever aqui no Blog, mais do que vontade é preciso estar inspirada, ter propósito, conteúdo de qualidade. Escrever por escrever não vale a pena. É bacana entender que tem dias nos quais as coisas simplesmente não funcionam como gostaríamos.  E saber que não precisa se desesperar. Vai passar e daqui a pouco melhora e a inspiração (ou aquele outro sentimento ou habilidade que estamos precisando) volta!
  4. Estamos mudando a cada dia e isso não necessariamente é ruim. Apenas precisamos estar muito atentos a nós mesmos para percebermos essas modificações que acontecem. Quanto mais vigilantes estivermos com nossas necessidades e limites, melhor lidaremos com as situações que aparecerem na nossa vida. Um curso novo (como os que eu fiz), conversas, filmes, música, entre tantas outras coisas podem provocar transformações em nós muito significativas. E aí, basta apenas irmos redesenhando os nossos passos, buscando sempre aquelas coisas que agora nos representam melhor e nos auxiliam a vida.

Portanto para 2016, a mudança é que o Blog continuará com os seus temas, só que com a frequência possível. Não prometo datas certas, nem números determinados de posts. Contudo, estarei aqui sempre que estiver inspirada para compartilhar um pouco do que estudo, aplico e vejo no meu dia a dia e no meu trabalho.

E para você que me lê, desejo um Ano Novo cheio de possibilidades: com organização sem amarras, e com muito estilo, o seu é claro, o qual (assim como tudo nessa vida) estará em constante movimento e evolução por todos os dias que virão. Que em 2016 possamos estar sempre nos reencontrando conosco, com a nossa melhor versão!

Arrumar X Organizar: Iguais ou Diferentes?

“Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.”

Mário Quintana

Sou formada em Letras e sempre tive um grande amor pelas palavras. Embora gostasse de tudo o que se referia à Língua Portuguesa, uma das minhas preferências sempre foi a semântica, que estuda o significado das palavras.

Quando cursei essa disciplina na faculdade, me lembro do choque que tive ao descobrir que para alguns linguistas e estudiosos da nossa língua, como Joaquim Mattoso Câmara Jr., não existem sinônimos perfeitos, ou seja, não há palavra que possa ser substituída por outra fornecendo exatamente o mesmo sentido. Existem palavras que possuem aproximação de ideias, conceitos, mas que no fundo não exprimem a mesma significação.

E isso pode ser comprovado através da dupla de verbos “arrumar” e “organizar”. Ambas as palavras são sinônimas? Sim, claro! Portanto, dizem a mesma coisa? Não, sendo essa negativa afirmada por Mattoso, por mim e por todos os Personal Organizers que conheço😉.

Indo ao dicionário Michaelis Online, conseguimos esclarecer a diferença semântica entre os termos:

arrumar 
ar.ru.mar
(fr arrumer, formado do germ rûmvtd 1 Arranjar, pôr em ordem: Arrumar a casa. vtd 2 Dirigir em determinado rumo. vtd 3 Náut Colocar e distribuir bem (a carga de um navio); estivar. vtd 4 Ordenar ou distribuir segundo os rumos. vtd 5 Empregar num ofício ou indústria: Arrumou o filho numa companhia impressoravtd 6 Reunir (o gado) para descansar ou pernoitar.vtd 7 Arremessar, atirar: Os moleques arrumavam pedras às laranjeiras.Arrumou a bola nas costas de um transeunte. vtd 8 Pespegar:Arrumaram-lhe alguns bofetõesvpr 9 Avir-se: Arrume-se como puder.vpr 10 Tirar bom partido do emprego ou comissão. vtd e vpr 11 Casar. vint 12Colocar-se, empregar-se, estabelecer-se. vtd 13 Dar cabo de; matar. Antôn(acepção 1): desarrumarArrumar as contas: escriturar os livros e registros de uma casa de comércio a a vara: deixar a magistratura por expirar o tempo da jurisdição. Arrumar os livros: pô-los em ordem; o mesmo que arrumar as contas.

organizar 
or.ga.ni.zar
(órgano+izar3vtd 1 Criar, preparar e dispor convenientemente as partes de um organismo: Do pó da terra o Criador organizou o primeiro homemvtd2 Dispor para funcionar; estabelecer com base: Organizar instituições, organizar uma empresa, organizar o ministério. vpr 3 Constituir-se, formar-se; tomar organização definitiva: A companhia já pode organizar-se.vtd 4 Arranjar, ordenar, preparar: Organizar a defesa, organizar a campanha eleitoral.

Pela definição do dicionário, percebemos que arrumar possui muito mais sentidos e está mais relacionado a arranjo, enquanto organização se refere à criação.

Na área da organização, fazemos a seguinte distinção:

arrumado organizado

Foto Chinelos: Pinterest

Nesse campo profissional, arrumar possui o sentido de colocar os objetos em lugares que não atrapalham e que não poluam visualmente, geralmente se preocupando em achar a forma que ocupe o menor espaço possível, sem se ater a questões como facilidade e rapidez de acesso, tampouco com a lógica da disposição dos itens.

Organizar é criar critérios de categorização observando diversas variáveis como frequência de uso, função, agrupamento, tamanho, tipo, cores, tudo isso com o intuito de fazer com que cada objeto tenha seu lugar específico na casa. O ideal da organização é que você consiga saber mentalmente onde está cada objeto, não porque você tem uma excelente memória, mas sim porque tudo tem uma razão de estar naquele lugar e não em qualquer outra parte da sua residência.

Logo, podemos concluir com toda essa conversa que arrumação e organização são parecidas, mas não iguais. E que arrumar é colocar as coisas no rumo que foi construído pela organização e que ambas funcionam como a corda e a caçamba. Por conseguinte, além de sinônimas no idioma, elas andam sempre juntas em espaços organizados, sendo a arrumação  continuidade e  manutenção da organização feita.

Considerações Sobre o Armário Cápsula

Hoje vou falar sobre a moda na moda: o armário cápsula, uma tendência que vem invadindo os guarda-roupas pelo mundo afora. Para quem não conhece, segue uma breve explicação: essa prática consiste em reorganizar as roupas que você já tem (e comprar poucas coisas que sejam necessárias) para montar um closet compacto que será usado por toda a estação. Então, a cada 3  meses você escolhe um número determinado de peças (que podem ser 37, 40, 33 ou até 17!!) e fica todo esse período somente utilizando essas roupas. Mas, é óbvio que o ideal é que não passe de 50 itens, visto que a proposta é ter e consumir menos.  Nessa conta não entram roupa de dormir, de ficar em casa, de academia e nem acessórios. Mas os sapatos ficam na cápsula, então, não vai dar mais para virar uma centopeia. Outro ponto importante é que as roupas que não são da estação ficam guardadas fora do alcance de visão e serão recuperadas somente quando o clima estiver pedindo e o trimestre já tiver passado.

 Para maiores detalhes dessa prática sugiro os seguintes Blogs: o Unfancy que é da “propagadora da ideia” na atualidade, a Caroline (o inconveniente para alguns é que o site é em inglês) e o Teoria Criativa, no qual a Gabi além de falar sobre o miniarmário mostra as suas escolhas da estação.

Embora já soubesse desse movimento antes, só me interessei em falar sobre ele agora, depois que suas entusiastas já o utilizaram por volta de um ano ou um pouco mais e começaram a ter algum resultado. No geral, as adeptas do movimento dizem que descobriram que podem viver com bem menos do que imaginavam, que se sentem mais felizes agora (e com mais roupa do que antes quando tinha armários lotados) e que tem valido muito a pena fazer a compactação do vestir.

Não tenho dúvida. Conseguir passar três meses usando 37 itens deve ser mesmo comemorado. E acho a Idea de ter um armário-cápsula louvável! Adoraria que o mundo conseguisse reduzir o consumismo em moda a ponto de ter menos e aproveitar melhor o que se tem. Mas é aí que mora o principal defeito, ou o Calcanhar de Aquiles dessa filosofia: ela não é nada fácil de ser colocada em prática.

Para atingir esse grau de ter uma quantidade limitada de peças e passar três meses sem comprar nada a mais para a estação vigente (a não ser que aconteça algum acidente com alguma peça) é preciso ter um autoconhecimento profundo. Saber o que fica bem em você, o que combina com o que, quais cores escolher, sua rotina de atividades em cada época do ano… Se você consegue fazer isso com facilidade e sem precisar de ajuda, não entendo porque tinha um mundo de roupas. Puro consumismo? Talvez.

Para além das das minhas incompreensões, conseguir seguir todas essas diretrizes sem o risco de se perder, se pasteurizar e ficar sem estilo é um grande desafio. Por isso, sugiro que as pessoas que quiserem seguir a tendência façam anteriormente um profundo estudo sobre si mesmas, sobre a sua região (o clima é assim tão definido onde você mora?), sobre a frequência de lavagem de roupa (não dá pra ter 5 blusas no armário de verão se você lava as roupas quinzenalmente), sobre seu local de trabalho (trabalha em um ambiente com ar refrigerado super potente?) entre outras reflexões para poder dar início à empreitada. E desejo muito sucesso e boa sorte. Confesso que também tentarei entrar nessa onda, mas proponho que a sigamos sem paranoia, ok? Vestir-se tem que ser um prazer e não um momento diário de tortura. E não precisamos fazer isso porque está na moda, porque várias pessoas estão fazendo, mas porque simplesmente  esse exercício ajuda e muito nossa compreensão sobre nós mesmas (sendo feito com menos amarras na Consultoria de Imagem), além de melhorar a aparência e organização do nosso guarda-roupa.

Ah e só mais uma coisinha: se a sua ideia é mesmo ter menos e fazer um consumo consciente, coloque na sua cápsula todos aqueles itens considerados “fora da conta”. Pois não vejo sentido em você ter menos roupas de lazer e trabalho e milhares de roupas de dormir, de ir malhar, acessórios, etc. Menos é menos, então já que é pra mudar a forma de encarar o mundo fashion e o consumismo, que tudo o que é de vestir seja em quantidades realmente adequadas a nossa estação, guarda-roupa, bolso e consciência ambiental. Ainda que passe um pouco de 37😉 .

Para quem prefere vídeos: Querido Click por Nina Paiva.

Quando investir e quando economizar em roupa

Nessa época de vagas magras, principalmente, ficamos nos perguntando sempre: em quais peças de roupa podemos economizar? No que devo investir mais dinheiro, nos modelos básicos ou nos mais estilosos?

A maioria das pessoas que trabalha na área da moda vai dizer que você deve pagar mais caro nas peças básicas do guarda-roupa, pois elas serão usadas por mais tempo, são a base do armário e precisam ter melhor qualidade, visto que serão mais usadas.

Há quem diga, no entanto, que você deve pagar mais caro na roupa que representa o seu estilo, e pagar menos pela roupa básica, que só serve como complemento, pano de fundo para aquelas peça que realmente te traduzem.

Eu digo que ambas as afirmações acima citadas são verdadeiras e que cada caso é um caso. Não tem como adotar nenhuma das duas máximas como regra para todo mundo. Para uma pessoa clássica ou elegante, a primeira opção é a mais adequada. Já para alguém dramático ou criativo não faz sentido gastar fábulas em uma calça jeans escura reta se isso é apenas figuração no look. Vale mais gastar um valor maior em uma blusa, calçado ou acessório que cause o impacto desejado.  E vamos combinar: peças realmente vistosas e diferenciadas não são baratas e nem facilmente encontradas em lojas Fast Fashion.

 A decisão de qual roupa merece maior investimento vai além até do estilo da pessoa. O tipo de corpo também determinará esse tipo de escolha. Dependendo do volume de quadril de uma mulher, por exemplo, uma calça de pior qualidade vai deixá-la sempre com aparência de “mulher fruta”, mesmo que seu modelo seja flare ou reta, o que pode não ser o interesse. Uma mulher com muito seio, se não investir em blusas boas pode ficar com mais volume no busto do que já tem ou com o que chamamos de aparência de monosseio.

O que quero dizer é que caimento, corte e tecido são colaboradores na melhora da silhueta e devemos nos ater a isso também quando ficamos em dúvida sobre em que pagar mais. Provavelmente, a parte do seu corpo que mais te incomoda será aquela que deve receber peças melhores, pois elas é que ajudarão a disfarçar os pequenos defeitos.  Isso sem falar em outros itens que podem ser de primeira necessidade em termos de alto investimento: calçados (para quem tem problemas ortopédicos ou trabalham muito tempo de pé), lingerie (que ajudam a dar uma ótima afinada na silhueta, valorizar o busto, não marcar sob a roupa, levantar a autoestima).

Portanto, reflitam bem sobre o que é mais importante para vocês no que se refere ao seu estilo, corpo, ambiente de trabalho, meio de locomoção e só então, em cima das necessidades e características individuais, decidam o que deve ser de melhor qualidade e mais caro, e o que pode ser comprado mais baratinho mesmo e ainda assim vai garantir um bom efeito.

caro barato

Dialógos sobre a Maternidade Romântica

Cheguei atrasada com a publicação desta semana sobre o tema do universo materno-infantil. Mas deu para chegar😉. E trouxe um Post diferente: trago aqui o link de um texto de outro Blog  “Vegana é a sua Mãe” e uma entrevista de uma filósofa francesa que saiu no site Delas. O que há de comum nos dois textos? O debate sobre a maternidade romântica.

Antes de tudo, quero dizer que considero a maternidade  um momento único e incomparável na vida de uma mulher. No entanto, ser único não quer dizer que seja somente bom. Nem somente ruim. Quer dizer apenas que é singular, uma experiência de mudanças, dedicação e abdicação que dificilmente será repetida. E que para cada pessoa essa vivência vai ser diferente, mais fácil ou mais difícil, mais ou menos prazerosa.

Ao trazer esse tema quero abrir espaço para que todas as mães se exponham e falem o que sentem. Ajudar a defender o direito que as mulheres têm de não acharem que  ser mãe é dom, obrigação e sacerdócio. As afirmações apresentadas nos textos que trago hoje são opiniões e sentimentos reais, portanto devem ser ouvidos e respeitados, ainda que não sejam os nossos sentimentos. Ou que até sejam, mas mantemos escondidos pom medo e vergonha de nós mesmas por tais ideias. Enfim, independente de nos identificarmos ou não, que saibamos entender as dificuldades e limitações do outro. E que consigamos gerar em nós não somente vidas, mas principalmente, compaixão com as pessoas que sentem diferente de nós.

Portanto, melhor do que minhas palavras, são as falas de Julia e Elizabeth que deixo hoje no Blog.

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Como Organizar a Geladeira – Parte 2

No Post de hoje finalizarei as dicas de como organizar a geladeira, esse eletrodoméstico dos deuses! Pensa bem, passarmos esse verão que se aproxima sem poder contar com nossa água gelada, as pedras de gelo para refrescar as bebidas quentes, o freezer para guardar aquele delicioso e refrescante sorvete…

Para começar bem essa arrumação, deve-se tirar o que tem na geladeira e ir limpando a mesma com pano úmido e pano seco (ou pano umedecido em sabão neutro). No caso de usar sabão, passar pano úmido depois e por fim pano seco. O ideal é que façamos essa limpeza naquele dia em que a geladeira está mais vazia, na véspera da ida ao mercado, preferencialmente. Afinal, os alimentos ficarão mal refrigerados porque a geladeira estará aberta e muitas comidas serão retiradas do eletrodoméstico para fazer a higienização do aparelho.  Portanto, seja caprichoso, mas veloz na limpeza. As prateleiras também podem ser retiradas e lavadas na pia, sendo secas depois.

Na hora de devolver os produtos, devemos lembrar que as prateleiras recebem refrigeração diferenciada. Por isso, devemos colocar os alimentos mais perecíveis nas prateleiras de cima e os mais resistentes nas prateleiras debaixo. A imagem abaixo ilustra bem essa ordem:

 geladeira

Foto: Blog Bem Demais

É importante ressaltar também que:

  • Não devemos colocar panelas dentro da geladeira. Ocupam muito espaço, não vedam bem a entrada de ar na comida, não são benéficas para a saúde (o alimento ficará muito tempo em contato com o material da panela).
  • Armazene alimentos prontos em potes de vidro (preferencialmente) bem tampados.
  • Ovos sempre dentro do corpo da geladeira e não devem ser lavados (molhados) em hipótese nenhuma.
  • A limpeza do refrigerador deve acontecer quinzenal ou mensalmente, conforme for a quantidade de uso. Quanto mais ele for usado, menor deve ser o intervalo da higienização.
  • Sempre que possível tampe pudins, bolos, etc. Dessa form não ressecarão e nem ficarão com aquele “gosto de geladeira”.

 

Vem chegando o verão…

O verão é a estação mais quente do ano e também uma época associada a paixões, diversão, melhor aproveitamento da vida (visto que a maioria dos países tem nessa estação seu período mais longo de férias), como retratado na música que é apresentada em clipe no final do artigo.

Sempre que penso no verão, e no calor intenso que faz aqui nos trópicos, em particular no Rio de Janeiro, me vem à mente a água que usamos para refrescar e aplacar um pouco dessa quentura do corpo. E nesse quesito, não podemos reclamar: nosso estado possui praias, cachoeiras, clubes, piscinas que nos ajudam a ter um pouco mais de conforto térmico.  Por isso mesmo, devemos ter sempre uma peça de banho bem feita e em bom estado para podermos fazer bonito ao desfilar nosso corpo mais desnudo por aí.

Algumas pessoas dão menos importância à roupa de banho, pois não costumam usá-la muito, às vezes somente nessa estação, ou acham que é muito pouco pano para se preocuparem e investirem um pouco mais, e acabam se contentando em comprar qualquer peça. Mas é aí que mora o perigo: a moda praia, de todas as roupas que usamos, é a que menos cobre nosso corpo. Portanto, é a mais perigosa, independentemente se estamos lindas, com tudo no lugar, ou se temos aqueles defeitinhos aqui e ali. Pois, para qualquer pessoa, a escolha do biquíni/maiô certo pode valorizar e destacar o que temos de bom ou evidenciar (e às vezes criar) detalhes que não abonam nossa silhueta.

Além disso, essas peças também seguem tendências, e manter um mesmo modelo de roupa de banho por muito tempo (se não for um modelo clássico ou se você não gostar da pegada vintage) pode deixá-la parecendo desatualizada e/ou mais velha do que realmente é. Todavia, vale ressaltar que mais do que estar na moda, é preciso estar vestida de forma condizente com seu estilo, o que também cria a necessidade de pensar e dedicar um pouco mais de tempo (e dinheiro) na seleção dessa roupa.

E o que vai ser moda nesse verão? Bem, em 2016 os modelos que estarão desfilando por aí serão os seguintes:

Biquínis

  • Cortininha em cima e com laço embaixo: Modelo ultra clássico, que por isso mesmo continuará em alta.formatos-de-biquínis-1
  • Hot Paints: calcinhas mais altas, que lembram o estilo das pin ups. Moda-praia-tendencias-biquini-maio-verao-hotpants
  • Tops maiores: influenciados pela onde esportiva, os tops de ginástica chegam à moda praia. E claro, como são mais comportados geram mais conforto, sendo ideais para a prática de esportes aquáticos ou para mães de crianças pequenas, por exemplo, que nem sempre se sentem à vontade com partes de cima mais nuas.xmoda-praia-veja-as-tendencias-do-spfw-verao-201625-thumb-570.jpg.pagespeed.ic.IAmDNxJEVp

  • Neoprene ou 3D: Tem vindo de mansinho, desde o verão passado e parece que vai continuar aparecendo neste ano.biquinineoprene2
  • Calcinha Ripple: É famoso por ter a fama (e segundo dizem o poder) de “levantar o bumbum” ou ao menos causar essa impressão. Nem precisa explicar muito o porquê de continuar como tendência. santalina_calcinha_ripple
  • Acabamento com crochê colorido: essa é a grande aposta do verão 2016. Criado por uma estilista turca, esse modelo tem sido usado por diversas celebridades e tem tudo para emplacar, visto que possui esse ar Boho que já está super em alta na moda do dia a dia. Logo, não assusta que o mesmo também circule pelas  areias e piscinas.biquini.jpg7 (1)

    Maiôs:

     

  • Engana mamãe: continua na moda. Estão apenas mais criativos.trend-de-maio-para-verao-2016-7f
  • Asa delta: sabe aquele clássico dos anos 80? Pois é, ele volta com força também, só que revisitado.

    Foto 05(46)

  • Linhas e recortes: Estarão presentes tanto em biquínis quanto em maiôs criando belos grafismos. biquini-3

 

Para fechar com chave de ouro: Marina e “Uma noite e meia“.

Fotos: Pinterest

As bolas de aniversário e seus riscos à segurança de crianças

Há menos de 15 dias, ao conversar com uma amiga que contratou uma casa de festas para o aniversário do filho, ouvi suas reclamações sobre o estilo de decoração do espaço que não dispunha de bolas na ornamentação.  Ela dizia que acha as bexigas muito bonitas e responsáveis pela alegria da decoração. Concordo com ela. Balões de aniversário realmente deixam as festas infantis muito mais bonitas. No entanto, lembrei-a de que o uso das mesmas (em ambientes que tenham crianças) exige um cuidado redobrado.

Apesar de lindas, elas podem ser extremamente perigosas quando vazias ou estouradas.  Isso porque seu material é escorregadio, e se colocado na boca por uma criança, pode acabar sendo engolido acidentalmente. E nesses casos, a probabilidade de morte é de 100%, pois o balão só é expelido com cirurgia, a qual não costuma dar tempo de acontecer, visto que  a criança asfixiada tem parada respiratória, o cérebro fica sem oxigênio e, em questão de minutos, acontece o óbito. Inclusive, até hoje houve apenas um caso na literatura médica mundial de criança que tenha sobrevivido a esse tipo de incidente (um bebê de 7 meses, que mora em São Paulo, sofreu asfixia por bexiga em setembro e foi socorrido a tempo por haver um hospital a poucos metros de sua casa).

Não estou com isso dizendo que devemos ficar paranoicos e abolir o uso de bolas de látex nas festas. Até porque elas são encontradas em diversos lugares, como parques, shoppings, lojas, entre outros espaços, e são geralmente oferecidos às crianças como um agrado. Apenas quero alertar que ao usarmos as mesmas em eventos, ou permitirmos que nossos filhos se distraiam com esses objetos, devemos redobrar a nossa atenção, especialmente quando se tratar de crianças muito pequenas com as quais o diálogo sobre os riscos ainda é difícil.

Mesmo com crianças mais velhas devemos ter bastante cuidado e sempre reforçar que balões não são brinquedos. Em agosto, no Paraná, um garoto de 10 anos morreu por asfixia ao engolir acidentalmente um balão vazio dado por um amigo enquanto caminhava com os colegas no retorno da escola para casa. É preciso advertir seu filho(a) para não mastigar nem chupar bolas de festa, pois ele(a) pode inalar repentinamente o pedaço de balão que estava mastigando. Mastigar um balão inflado também é perigoso porque pode explodir no rosto da criança e causar sérios ferimentos.

Ao fazermos festas com balões, devemos estar sempre atentos às bolas que estouram sozinhas ou devido a brincadeiras ou gincanas durante a festividade e recolher seus pedaços. E evitar dar essas bexigas para as crianças brincarem, estourarem ou encherem sem que tenha adultos supervisionando.

Para que os balões continuem sendo apenas sinônimo de alegria e colorido na vida das crianças, vamos redobrar nossa atenção e cuidado com os mesmos.

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Organizando a sua alimentação: como arrumar a geladeira – Parte 1

A geladeira é um dos eletrodomésticos mais importantes na nossa casa. É graças a ela que conseguimos comprar comida em maiores quantidades (o que nos possibilita menos idas ao supermercado) e armazenar durante mais tempo alimentos abertos que não foram totalmente consumidos ou restos de comidas que sobraram da última refeição.

No entanto, às vezes tratamos a mesma como um depósito, um armário, e colocamos tudo de qualquer jeito ali dentro.  Esquecemos de que ela é um aparelho pensado para agir segundo uma funcionalidade específica e que sua durabilidade enquanto eletrodoméstico, assim como a durabilidade dos produtos guardados dentro dela, variará conforme o uso adequado.

O objetivo primordial da geladeira é manter a comida resfriada. Com o resfriamento, as bactérias existentes nos alimentos demoram mais a se proliferar, o que os torna aptos ao consumo por um prazo maior de tempo. Mas não para sempre! Portanto, nada daquele pensamento: “tá velho mais está na geladeira, não tem problema” (ouço muito isso do meu marido). Refrigerador ajuda, porém não faz milagre. Então respeite o prazo de validade dos alimentos e de deterioração dos mesmos. Uma boa base para seguir é essa abaixo:

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Foto: Retirada da Internet. Adoraria colocar a referência da foto, mas eu a encontrei em tantos sites, que eu não sei quem é o dono da imagem.

No que se refere à figura acima, vale destacar que essa validade se refere a produtos abertos, em uso, e não estamos falando de freezer nem de congelador e sim do corpo da geladeira. O iogurte, por exemplo, só vale 1 dia na geladeira se já estiver aberto. Se estiver fechado, é para ser usada a validade da embalagem. A mesma regra vale para outros alimentos.

Outro detalhe importante é que tudo o que entra na geladeira deve estar limpo. Portanto, caixa de leite, suco, embalagens de molhos, refrigerante, entre outros, devem ser higienizados antes de serem guardados na geladeira. Afinal, sabe-se lá como foram transportados e  armazenados na fábrica, no mercado… Melhor nem pensar. Uma forma de fazer isso é lavar em água corrente com sabão neutro (lavagem rápida, sem encharcar) e secar com um papel toalha, ou utilizar um pano (limpo, só para fazer isso) umedecido em água. Uma boa dica também é colocar uma bandeja embaixo das caixas de leite depois de abertas, pois elas costumam suar e escorrer um pouco do conteúdo (especialmente aquelas que você corta a ponta para fazer o bico).

Muitas outras atitudes devem ser feitas para que sua geladeira fique organizada e higiênica. Mas, sobre elas falarei no próximo Post. Por hora, você já pode começar a arrumar seu refrigerador verificando se não tem comida a mais tempo do que deveria no mesmo (com o devido descarte) e colocando a partir de agora somente vasilhas limpas lá dentro.

Em tempo: Geladeira pode sim virar armário. Depois que ela estiver quebrada e perder sua função original de armazenar alimentos. Segue o vídeo da Thalita Carvalho dona do Blog Casa de Colorir que ensina como fazer esse reaproveitamento.

http://gnt.globo.com/programas/decora/videos/1970574.htm