Cores da Estação Primavera-Verão 2016

“Eu ando pelo mundo

Prestando atenção em cores

Que eu não sei o nome

Cores de Almodóvar

Cores de Frida Kahlo

Cores!”

Esquadros, Adriana Calcanhoto

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou completamente apaixonada por cores!! Deve ser por isso que uma das minhas primeiras preocupações, quando começa o burburinho sobre as tendências de moda na próxima estação, é o conjunto de cores que fazem parte da temporada. Além, é claro, aprender o nome daquela cor fashion que você sempre chamou de um jeito e agora todo mundo chama de outro… 😉

Mas quem escolhe as cores da moda? Nem imagina? Pois eu vou te dizer: são os grandes fabricantes de corantes do mundo. Elementar, meu caro Watson! Eles realizam acompanhamento de preferências do mercado em relação a cores e estudos sobre a disponibilidade mundial de corantes. Então, duas vezes ao ano, na Europa e nos Estados Unidos, esses grupos se encontram para conferências, as quais resultam em uma paleta de cores que servirá como tendência para a indústria da moda e para outras áreas como decoração, cosméticos, e pasmem, até automóveis! E essa previsão ocorre com até 24 meses de antecedência à estação para qual a paleta se destina. (Fonte: Inventando Moda, Doris Treptow).

Logo, a tendência de cores não tem nada de tão natural e espontâneo assim. É fruto de uma junção de fatores e de um trabalho bastante prático e objetivo. E saber disso, para mim, faz muita diferença. Pois antigamente, eu achava que precisava ter e usar todas as cores que estavam na moda. Mas desde que tomei consciência sobre moda e estilo de verdade, descobri que as cores da estação somente demonstram o que essas cabeças do ramo de tintas e corantes pesquisaram para serem “As Cores”. E que ninguém precisa ter peças nesses tons. Até porque, existem cores que combinam com nossa coloração pessoal e nos favorece, assim como existem cores que nos deixam com uma aparência apagada, cansada ou até envelhecida!

Logo, o ideal é conhecer as cores que estão em alta, ver quais delas te agradam, agregam ao seu estilo pessoal, atualizam o seu closet e conversam com o resto que tem nele. E investir em peças mais caras somente daquelas cores que te deixam linda e que sejam menos fugazes, ou seja, mais atemporais e que dialoguem melhor com seus outros modelitos.

Quer muito ficar na moda? Compre peças mais baratas (e em pouquíssima quantidade) nas cores da temporada que te enjoarão em breve, ou que são menos versáteis. Vale também comprar acessórios nessa paleta, que são mais em conta e têm, ao menos na teoria, chances maiores de ter uma sobrevida no seu armário.

Tem uma cor linda na moda que não combina com seu tom de pele, mas que você ama? Tente novamente os acessórios, ou peças de baixo, como calça, saia, etc. E se tiver muito a fim de colocá-la em uma blusa, procure equilibrar o “prejuízo” causado pela cor com uma maquiagem que te deixe linda e alguns anos mais jovem, além de investir em algum item como colar, brinco, ou lenço, etc. usado bem próximo ao rosto em cores favoráveis.

O mais importante de tudo é não se deixar escravizar nem pelo ter (todas as cores que a moda dita) nem pelo não ter (e ficar aguada por não usar o que gosta mesmo que não te favoreça tanto assim).

Seguem então, as cores da primavera-verão 2016: branco, canela, amarelo, azul-índigo, rosa pálido e laranja-aceso. Qual delas é a sua preferida?

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Reprodução Assistida e Muito Desejada

O desejo de ser mãe e poder gerar em seu ventre seu próprio filho é um anseio de grande parte das mulheres. No entanto, a realização desse sonho nem sempre acontece de forma natural. Para muitos casais heterossexuais com problemas de infertilidade, casais homossexuais femininos ou mulheres que desejam produção independente, há a necessidade de se recorrer à reprodução assistida. Esse recurso reprodutivo da medicina pode ser dividido em dois grandes grupos: os mais simples que ocorrem dentro do corpo da mulher (coito programado, inseminação intrauterina), e os mais complexos e modernos que ocorrem fora do corpo feminino (fertilização in vitro, o qual também dispõe de diversas técnicas).

Nessa seara de opções de reprodução assistida chegamos à melhor opção: a modificação, no mês passado, da Resolução Normativa por parte do Conselho Federal de Medicina que autoriza mulheres acima de 50 anos de idade a realizar procedimentos de fecundação assessorada. É claro que essa liberação não é indiscriminada. Para que ocorra, é preciso que o tratamento esteja condicionado à fundamentação técnica e científica e que médico e pacientes assumam os riscos em termo de consentimento livre e esclarecido. Mas, mesmo com essas condições, mais uma porta se abre para aquelas mulheres que ainda acalentam o sonho de ser mãe pela primeira vez, ou mães novamente. E isso é muito bom!

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Foto: Pinterest

Afinal, se a mulher está em boas condições de saúde aos 50 e poucos (ou muitos) anos (fato cada vez mais comum em nossa sociedade) porque não tentar? Não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas. E se, por motivos dos mais variados, a gravidez ainda não aconteceu, ou se quer repetir a dose, é muito bom que a medicina esteja trabalhando para possibilitar que tenhamos não somente uma vida cada vez mais saudável e longa, mas também que possamos usufruir dessa maior quantidade de dias plenamente – através da realização dos nossos desejos – sem ter tanto a restrição com os limites orgânicos. Tomara que um dia possamos ser assim como os homens, e consigamos gerar filhos sem ter tanta preocupação com o passar ininterrupto (e às vezes cruel) dos relógios cronológico e biológico.

Organizando seus Exames Médicos

Quando pensamos em organização de documentos, costumamos pensar em certidões, contratos, registros, diplomas. Todavia, existe um tipo de documento que costumamos ter em grande quantidade e nem sempre sabemos o que fazer com o mesmo: exames médicos.

Pare e pense: você sabe onde se encontram todos os exames que você guarda? Tem uma vaga ideia do volume que esses papéis representam no seu armário ou gavetas? Ou você não guarda exames?

Independente do tipo de pessoa você é, acredito que esse Post vai contribuir bastante na organização desse tipo de documento.

Para começar a organização é preciso pegar todos os exames e analisá-los um a um, fazer pilhas com os papéis de um mesmo tipo e começar a triagem.

Descartar X Guardar

Há médicos que dizem que você deve guardar todos os exames que fez durante a sua vida. As pessoas mais afeitas ao “destralhamento” vão dizer que você deve jogar tudo fora. Eu digo que cada caso é um caso, e que você deve fazer aquilo que achar melhor e que o espaço que você possui te permite. No entanto, de uma forma geral, podemos estabelecer o prazo de validade abaixo:

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Esse “prazo de validade” dos exames costuma ser utilizado pelos médicos em geral, em especial por aqueles que atendem em processos admissionais trabalhistas. Mas não podemos levar a ferro e fogo essa tabela.

Devemos ter em mente que precisamos sempre guardar o último exame que fizemos, seja ele qual for, para quando refizermos o mesmo possuirmos uma amostra de como estávamos antes. É o que os médicos chamam de “identidade anatômica”.  Isso contribui para identificar possíveis mudanças, ainda que pequenas, na nossa saúde. Inclusive, muitos centros de imagem solicitam exames anteriores.

Em casos de pessoas que tratam doenças crônicas, exames e receitas antigos devem ser guardados para acompanhamento da doença e, até mesmo, para possíveis mudanças de profissional de saúde. Dessa forma, haverá um mapa de todo o tratamento feito e da evolução do caso. É preciso guardar tudo relativo à doença? Creio que não. Somente devem ser guardadas as receitas que prescrevem remédios diferentes. Exames de período de estabilidade do quadro patológico podem ser descartados. No máximo, fazer uma anotação no exame relatando por quanto tempo a doença se manteve daquela forma.

Aliás, essa é uma dica que pode ser usada por todos. Anotar no último exame, como estava o exame anterior. Assim você terá sua “identidade corporal” ainda mais completa. No caso de exame de sangue isso pode não ser necessário, pois muitos laboratórios já guardam o seu histórico de exames online.

Para pessoas que contraíram doenças como Tuberculose ou Câncer, que podem deixar marcas ou sequelas definitivas na pessoa, e consequentemente em seus exames, é recomendado guardar a documentação médica da época do tratamento e de depois da cura do mesmo, o que comprovará (principalmente para fins trabalhistas) que você não possui mais a doença, apenas cicatrizes do problema.

Nos casos de patologias que foram tratadas, mas que trazem um risco, ainda que mínimo, de reincidência, é mais prudente guardar também exames, receitas e todo tipo de documentação sobre o tratamento.

Como guardar

Para casas que possuem muitos moradores ou pessoas que fazem exames com regularidade, convém criar uma pasta para cada pessoa guardar seus exames. Cada pasta dessas pode ser subdividida com plásticos ou outras pastas mais finas por tipos de documentos (exames de sangue, receitas…) ou por especialidade médica (cardiologia, ginecologia, etc.), ou por doença, dependendo do caso. O ideal é que toda pasta e/ou plásticos sejam etiquetados para que você (ou alguém que precisar te socorrer ou a algum familiar da sua casa em uma emergência) identifique o conteúdo ao visualizá-las.

No caso de poucos moradores e poucos exames, pode-se fazer uma única pasta para todos (com separação por plásticos ou subpastas de cada um, também com etiquetas).

A escolha da pasta é variável, podendo ser uma pasta poliondas, arquivo, sanfonada, suspensa ou registradora a/z. Em minha opinião, a última é melhor, mas a escolha da pasta depende de diversos fatores, como quantidade de exames e espaço para armazenamento da mesma. Portanto, é preciso que você escolha aquela que mais se adéqua a sua necessidade e espaço.

Para exames grandes, como tomografias e ressonâncias, vale a pena comprar pastas tamanho A3.

Mais uma opção: escanear laudos, receitas e guardá-los no computador.

É isso! Ah, e vale lembrar: carteiras de vacinação devem ser guardadas sempre, assim como ao menos um raios-X de sua arcada dentária, principalmente se você está sempre mudando de dentista.

A Nova Revolução Industrial: Impressão 3D

“Os homens inventam as máquinas. As máquinas reinventam os homens”

Marshall McLuhan

No post de sexta-feira passada, apresentei um breve histórico de como a produção de roupas e acessórios 3D começou a surgir na moda. Hoje trago uma breve reflexão sobre como anda a comercialização desses itens e as possíveis consequências advindas dessa nova forma de produção.

No que se refere à compra e venda, já é possível adquirir alguns itens de moda impressos em 3D. É claro que o valor ainda é bastante alto.  Contudo, com o avanço na produção dessas impressoras e o consequente barateamento dos modelos anteriores, em breve será possível que uma boa parte da população tenha uma impressora 3D em sua casa, ou que esse serviço se transforme em lugar comum.  O processo de popularização dessa tecnologia deverá ser bem parecido ao que aconteceu com o microcomputador e o telefone celular: há 20 anos eram artigos “de luxo” e privilégio de poucos. Hoje em dia, todo mundo tem pelo menos um aparelho de cada, ainda que não seja dos mais custosos e modernos.

Logo, podemos vislumbrar para um futuro próximo a possibilidade de criarmos as roupas exatamente como desejamos, nas cores, modelos, tecidos, caimentos que quisermos. Não seria o máximo? Ou para os menos criativos, poder copiar roupas e acessórios que vimos e gostamos e que são muito caros ou que não nos serviram por algum motivo. Seria um grande sonho…

Sonho, que pelo menos nos EUA já começa a ser realidade. Quem saiu na dianteira em termos de produção e venda foi a Build Shop, sediada em Los Angeles, que, dentre outros itens, produz bijuterias impressas em 3D. Para se ter uma ideia, cada modelo de anel custa, em média, US$ 50 e leva 3 horas para ficar pronto. Para ficar mais próximo de uma joia, após a impressão, o acessório, que é feito em plástico, recebe um banho de metal nobre. Os modelos disponíveis de bijus já estão prontos em softwares, mas é possível você “criar” seu próprio modelo, o que naturalmente irá encarecer a produção, pois necessitará de um estilista, ou melhor, um designer para desenhar a peça em um programa para você.

Outras empresas americanas já estão indo no mesmo caminho, vendendo o objeto pronto ou o produto em arquivo digital para ser impresso em casa, tais como: Continuun, Openknit, Cubfy.

Mas será que tudo é bom nessa nova tendência produtiva? Creio que não. Poder fazer roupas e acessórios do modo que queremos seria sim incrível, mas devemos pensar que esse modelo contemporâneo de produção em moda pode vir a tirar, num futuro ainda distante, o trabalho de muitas pessoas que trabalham nesse setor, mas nas funções que exigem menor escolaridade, como costureiras e vendedores. Ou podem incentivar ainda mais um consumismo exagerado, ao conseguirmos maior facilidade de atender aos nossos caprichos e impulsos fashion com alguns poucos cliques no computador e na impressora. Onde vamos colocar no nosso mundo já superlotado todas as roupas e acessórios que imprimiremos? Se não damos conta de reciclar e descartar corretamente tudo o que produzimos e consumimos agora, será que daremos conta de mais um monte de produtos (e impressoras) a serem fabricados?

Posso estar sendo fatalista e dramática, mas considero necessário pensarmos sobre tudo de bom e de ruim que se ganha ao inserirmos essa tecnologia na nossa vida. Se a entrada das máquinas no lugar da manufatura na produção de produtos nos séculos XVIII e XIX criou a Revolução Industrial que modificou definitivamente a sociedade e a economia mundial (para o bem e para o mal), o avanço dessas novas tecnologias digitais deve novamente trazer transformações radicais e decisivas para todos. Só espero que as mesmas produzam menos desigualdade, menos escravidão ao tempo e ao trabalho, e menor desperdício dos nossos já escassos recursos naturais.

Observação: Por motivos técnicos e profissionais, o post de sexta-feira saiu hoje, no sábado. Peço desculpas aos leitores pelo atraso de um dia na postagem. Mas, como já os havia alertado: isso é vida real. 🙂

Para saber mais: Vídeo interessante com o início do programa “Mundo S.A.” do canal Globo News que tratou sobre empresas nacionais e estrangeiras que já estão produzindo diversos objetos em 3D. Para assisti-lo, basta acessar o link abaixo:

http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-documento/videos/t/outros-programas/v/mundo-sa-a-nova-revolucao-industrial-a-impressao-3d/4417756/

A proibição da customização de itens infantis

Customizar se tornou a palavra da moda ultimamente. Este verbete, ainda pouco encontrado em dicionários nacionais impressos de Língua Portuguesa, já virou termo comum em quase todas as áreas e muito recorrente no nosso dia a dia. Mas, o que significa? Em linhas gerais esse termo, vindo do inglês, significa personalizar, adaptar ou adequar algo de acordo com o gosto ou a necessidade de alguém. Inclusive, o gosto é motivador principal da customização, visto que o grande objetivo, na maioria das vezes, é tornar um objeto único e exclusivo, o que tem muito mais relação com preferência e diferenciação do que com necessidade.

Não tenho nada contra a customização, pois, sendo uma profissional que atua na área da moda, acho interessante personalizar alguns itens para exprimirmos nossa personalidade e estilo. No entanto, acredito que devamos ter critério e cuidado ao decidirmos singularizar alguns objetos, especialmente aqueles que não serão utilizados por nós, mas sim pelos nossos filhos e/ou outras crianças com as quais convivemos ou trabalhamos.

É por isso que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) publicou uma portaria no último dia 15/10 proibindo a confecção, importação, distribuição e comercialização de chupetas, mamadeiras e bicos de mamadeiras customizados em todo o território nacional.  Ou seja, estão terminantemente proibidas quaisquer alterações dos produtos originais (colocação de itens decorativos – miçangas, pérolas, cristais – adesivos e alteração da cor do produto) que foram aprovados pelo mesmo órgão.

Essa decisão visa evitar acidentes infantis que podem vir a acontecer quando partes pequenas colocadas em chupetas ou mamadeiras se soltam (ou são arrancadas pelas próprias crianças) e possibilitam o risco de serem facilmente engolidas pelos pequenos. De acordo com o Ministério da Saúde, a sufocação é a terceira maior causa de morte de crianças de zero a 14 anos de idade, perdendo apenas para acidentes de trânsito e afogamentos.

É importante lembrar também que há mais riscos nesses enfeites: as colas usadas para fixar tais objetos são tóxicas e ficam muito próximos à boca e nariz das crianças; e eles dificultam a devida higienização das chupetas e mamadeiras.

Logo, a medida tomada pelo INMETRO é excelente! Todavia, me parece insuficiente. Se fizermos uma busca pelo Google, encontraremos diversos outros objetos de uso infantil (especialmente os feitos para bebês meninas) customizados que apresentam os mesmos (ou muito parecidos) inconvenientes como: prendedores de chupeta, sapatos, tiaras, pentes e escovas de cabelo, roupas, kit higiene. Outro item que costuma ser feito artesanalmente e às vezes possui contas e outros objetos pequenos são móbiles de berço, que ficam justamente sobre a cabeça da criança, e não temos como garantir quão seguros e bem feitos eles são.

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Portanto, a proibição do que pode ou não fazer parte do quarto e do conjunto de objetos de uso das crianças cabe a nós adultos que cuidamos delas, bem mais do que ao INMETRO ou qualquer outro órgão.  E que esse e outros órgãos voltados à prevenção de acidentes sejam apenas mais uma ferramenta de auxílio à padronização da segurança infantil, que deve ser nosso real estilo, gosto e necessidade.

Relações entre a Casa e a Alma

“A casa é a morada do corpo, e o corpo, é a morada da alma; assim, a casa é a morada da alma.” *

Fonte: acasaeaalma

Achei essa frase perfeita para transmitir a minha compreensão do que é a casa na vida de uma pessoa: reflexo da personalidade – sim -, mas, principalmente, da alma. E qual é a diferença? No meu ponto de vista, personalidade é o que você é, o que te caracteriza, conjunto de qualidades que te identificam (que até se “modificam”, mas com muito esforço!). Alma é estado de espírito, variável de acordo com as circunstâncias da nossa vida (deixando claro que essa minha concepção de alma está para além de conceitos religiosos ou filosóficos, meus e de qualquer outra teoria, ok?).

A casa de uma pessoa sempre me pareceu muito mais um reflexo de como a pessoa está do que de quem ela é. É muito comum você ver casas muito bagunçadas quando a pessoa (ou um de seus moradores) está passando por problemas de saúde física e/ou mental, ou alguma outra situação com a qual não se está sabendo lidar. Assim como o excesso de organização e limpeza, também refletem uma patologia de algum morador daquela residência ou uma incapacidade de conviver com a realidade e seus problemas.

É claro que um pouco de desordem é comum e saudável, visto que a casa, antes de tudo, é um lugar para convivência e uso. Tanto quanto apreciar as coisas limpas e perfumadas nos seus devidos lugares também é bem comum e bacana. Entretanto, permitir que uma das duas situações seja uma escravidão ou a única forma de se viver é sinal de que algo não vai bem. Se uma delas começa a atrapalhar a sua vida e a vida daquelas pessoas que se relacionam com você, é preciso ficar atento e procurar ajuda de amigos, familiares e, em alguns casos, inclusive ajuda profissional e psicológica. Ou oferecer ajuda, no caso de não ser você o desordeiro, nem o neurótico da faxina e da arrumação.

Quem não está bem consigo mesmo, costuma não estar bem com os cuidados com sua casa, seja pela overdose ou pela abstinência. Portanto, bagunça/sujeira ou organização/limpeza extremadas podem ser um sinal de que as coisas não vão bem. E que essa pessoa completamente relaxada ou obsessivamente caprichosa está fazendo de sua morada uma extensão de sua alma bastante perturbada.

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*Observação: A frase da epígrafe é da dona do blog, Ana Bailune. Inclusive, achei o Blog bem interessante, pois fala sobre casas de uma forma muito poética.

O Futuro já começou

A tecnologia digital surgiu no século passado e em pouco tempo revolucionou a indústria, a economia e a sociedade de um modo geral. Em menos de 100 anos a vida mudou radicalmente, e os anos 2000 chegaram bem mais evoluídos do que as pessoas do início do século XIX poderiam supor, porém bem menos avançado do que alguns escritores de ficção científica descreveram. Que o digam Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick, criadores do livro e do filme que se tornou um clássico – “2001: Uma Odisseia no Espaço”.

No entanto, algumas tecnologias imaginadas por esses inventivos autores vêm habitando a nossa realidade e trazendo o futuro para o agora. E uma das mais impressionantes, em minha opinião, é a impressão 3D.

A impressão 3D tem crescido muito nos últimos anos, e já se encontram variados tipos de objetos feitos por ela, como: fones de ouvido, próteses, exoesqueleto, instrumentos musicais, ferramentas, bicicletas, carros, tatuagem (nossa!) e até comida (pasmem!) . Porém, um dos que mais me interessa é seu uso na moda.

Um dos exemplos mais conhecidos foi a aparição de Dita Von Teese em Nova York com um vestido todo feito com uma impressora 3D, o qual foi desenvolvido pelo Studio Francis Bitonti, em parceria com o estilista Michael Schmidt. O vestido, sem tecido e composto por material sintético, foi construído com naylon em pó. O traje possui três mil peças articuladas divididas em 17 pedaços mais 12 mil cristais Swarovski aplicados após a impressão.

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 Fotos: http://www.maycon.com.br/ e http://swiatdruku3d.pl/

Há também o caso da israelense Danit Peleg que apostou no plástico para ser a primeira estilista a criar uma coleção toda impressa em 3D (produzida em casa!). Ela usou padrões geométricos e muita criatividade para criar seus modelos.

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Fotos: http://3dprint.com/

O biquíni N12 foi a primeira peça a ser produzida diretamente em uma impressora 3D e sair pronta para ser usada, diferente das outras que precisaram ser “costuradas”. Elaborada por Jenna Fizel e Huang Maria, da empresa Continuum Fashion,  esse biquíni é feito de nylon 12, material criado pelo processo de impressão no qual um laser derrete camada por camada de plástico com extrema precisão para criar o biquíni perfeito.

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Fotos:http://tanineri.com/

Outra equipe de criação de softwares para impressoras 3D também se preocupou com essa praticidade de não precisar unir as partes e realizou um desafio maior. Para imprimir um vestido, que é maior do que o espaço da impressora, a Nervous System criou um design para que a peça fosse impressa dobrada, e assim ocupasse menos espaço. Resultado; um vestido em apenas uma peça em nylon com 2.279 pequenos triângulos unidos por mini dobradiças. Incrível, não?

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Fotos: http://www.tecmundo.com.br/

Mas se você pensa que toda essa tecnologia está restrita aos estrangeiros, enganou-se. Pedro Lourenço foi o primeiro brasileiro a lançar uma coleção com acessórios de moda impressos em 3D. O estilista usou tecnologia Stratasys e consultoria da LWT, uma empresa parceira, para desenvolver e confeccionar colares. Essa coleção foi apresentada na São Paulo Fashion Week do ano passado.

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Fotos: http://www.gbljeans.com.br/

Sim, porque além de roupas, acessórios como pulseiras, colares, sapatos e bolsas também estão sendo criados com essas máquinas maravilhosas.

É, de fato o futuro já começou… E como ele nos acompanha, no próximo post falarei um pouco mais sobre o tema, ao relatar quem já está comercializando esses itens e que vantagem (ou desvantagem) nós levamos nisso.

Para os que curtem tecnologia: a seguir um vídeo da Nervous System sobre o vestido (em inglês, mas mesmo quem não domina o idioma consegue aproveitar a mídia, pois ela possui imagens bens ilustrativas de como todo o processo é feito).

O uso de bolsa térmica nos seios

Na semana passada, postei no Instagram um modelo de bolsa térmica para seio. Para aqueles que não conhecem, essa bolsa térmica funciona de forma muito próxima a qualquer outra bolsa térmica existente no mercado, tendo como diferencial o formato que cobre a mama. Existem várias marcas que produzem esse item como Avent, Mercur, Termogel, Sanity, Nuk e TheraPearl Lansinoh .

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Ela pode ser usada morna (para estimular o fluxo de leite antes da amamentação) ou gelada (para aliviar a dor e o inchaço nos seios, e até mesmo diminuir o fluxo de saída do leite). Dependendo da marca, podem ou não ir ao forno micro-ondas e ao freezer.

No entanto, o uso dessas bolsas que prometem alívio para as lactantes não é recomendado por todos. Alguns especialistas desaconselham a utilização porque dizem que a mesma pode provocar queimaduras, independente da temperatura. O Banco de Leite Humano do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), por exemplo, recomenda o uso de compressa fria para as mães portadoras de HIV ou as que por alguma razão não vão amamentar, com fins de inibir a lactação. Já a compressa morna não é indicada pelos profissionais do Banco em nenhuma situação.

Para as mães que estão amamentando e estão com o leite empedrado, eles sugerem que se faça massagem e tire o leite, coloque o bebê mais vezes para amamentar em livre demanda e que se note se o neném está pegando na auréola da forma correta. Segundo os mesmos especialistas, a compressa morna aumenta a produção de leite, por este motivo as mães que estão com leite empedrando por conta da grande produção láctea não devem usar este tipo de compressa.

mamareOutra opção existente no mercado (somente fria e não dirigida a todo o seio) é o Mamare, um disco a base de gel que, segundo a indústria produtora e algumas mães que experimentaram, oferece proteção (física) aos mamilos durante a gravidez e/ou amamentação. É absorvente, transparente, oferece frescor e alívio e ajuda a mãe que amamenta a relaxar. Ele absorve o excesso de líquido, reduzindo o amolecimento da pele saudável do mamilo. Oferece ajuda extra para amortecer e proteger contra fricção nos mamilos e a forma de seu disco permite que fique perfeitamente acomodado dentro do sutiã sem precisar de proteção complementar. A sua desvantagem (não falada pelo seu fabricante, por motivos evidentes) é o valor do produto, em torno de R$65,00 e duração de uma semana.

Como Baby Organizer tenho a missão de mostrar às gestantes e mães as opções existentes, os recursos e tecnologias disponíveis para melhorar a qualidade de vida delas e dos seus bebês.  Porém, não cabe a mim dizer o que cada uma deve fazer. O que recomendo para as mamães que ficaram curiosas e interessadas, mas ao mesmo tempo com dúvida sobre qual das possibilidades optar, é que conversem com o(a) obstetra que a acompanha ou com o(a) pediatra do seu bebê, para que eles te aconselhem a usar aquilo que mais se adapta às suas necessidades. Acredito que com o uso correto e com a orientação de um médico que cuida de você, todas as bolsas em gel aqui apresentadas podem tornar o ato de amamentar mais fácil e prazeroso.

Como organizar gavetas?

“O corpo humano neoplatônico, puro na época dos gregos, está hoje repleto de gavetas secretas que somente a psicanálise pode abrir”.       

Salvador Dalí

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Atendendo ao pedido de uma leitora, escrevo este post para falar sobre organização de gavetas. Para começar, é preciso dizer que amo gavetas! Elas têm o poder de deixar os móveis com aparência de mais arrumados (mesmo quando estão bagunçados, pois “jogamos” tudo dentro delas, e, desde que não as abramos, parece que o armário está super arrumado). Além de ajudar nesse truque, são “caixas organizadoras” por essência.

Outra vantagem delas é que são encontradas em quase todos os tipos de armários, de cozinha, do banheiro, de roupas, existindo até mesmo um móvel que as coloca em evidência: a cômoda. Podem ter diversos tamanhos e profundidades o que torna possível adequá-las aos diferentes itens que desejamos guardar.

Ah, e um dos meus motivos preferidos para apreciá-las: são perfeitas para metáforas, sendo muito utilizadas na literatura e na pintura, especialmente na do meu pintor Surrealista predileto Salvador Dalí, autor da epígrafe deste post e da imagem subsequente à mesma.

De uma forma geral, para arrumar gavetas, é preciso:

  1. Esvaziar e Descartar. Toda arrumação começa com a observação do que temos em um determinado ambiente, bem como do espaço que temos, limpeza do local (pano úmido e pano seco, deixando ventilar um pouco antes de recolocar os objetos), e com o descarte de objetos que estavam guardados e não precisamos ou queremos mais.
  2. Perceber como está o mecanismo de abrir e fechar. Gaveta não é máquina, contudo possui um mecanismo que nos permite abrir e fechar as mesmas. É importante verificar se os trilhos que a sustentam estão em bom estado (consertá-los se não estiverem), ou se precisam de uma manutenção com óleo para lubrificar (o qual variará conforme o material de sua gaveta e dos trilhos de deslizamento).
  3. Definir o que será guardado em cada uma delas. Essa é a primeira dica para organização. O ideal é que cada gaveta sirva para guardar um tipo de coisa. Por exemplo: gaveta só de calcinhas, de roupas de vestir em casa, de roupas de dormir, de itens de maquiagem, de talheres, de jogos de banho, de papéis para impressão etc. Outra coisa importante: colocar nas gavetas mais na altura da mão o que se usa com mais frequência, e nas últimas gavetas (que exigem que nos abaixemos) aquilo que se usa menos.
  4. Utilizar todo o espaço da gaveta. Gaveta precisa ser bem aproveitada, então, vamos fazer um bom uso da altura e profundidade da mesma. Utilizar todos os espaços possíveis que ela tem.
  5. Usar divisórias. Mesmo que a gaveta esteja guardando itens afins, o ideal é que haja nichos, caixas ou colmeias para manter os objetos “estáticos” e agrupados dentro das gavetas. Nada mais irritante e desorganizado do que itens rolando e fazendo um imenso barulho quando abrimos e fechamos as gavetas. No caso de gavetas muito espaçosas, uma boa sugestão para “colar” as caixas dentro da gaveta e evitar que fiquem dançando para um lado e para o outro é usar velcro adesivo.
  6. Dobrar bem os tecidos. Se sua gaveta for de vestimenta, ou roupa de cama, mesa, banho, é importante dobrar bem as peças, de modo que respeitem a altura e largura da gaveta. Roupas que “sobram” para fora da gaveta dificultam (e às vezes até impedem) a abertura e o fechamento da mesma. Qual a dobra ideal? Aquela que cabe dentro da gaveta, que faz menos volume e que não se desfaz com o movimento de tirar e colocar este ou outros itens na gaveta. Tem que testar até ver a dobra que melhor se adéqua ao espaço que tem e ao tecido da roupa que você vai guardar.
  7. Visualizar tudo o que tem. Uma gaveta não deve estar apenas bonita e arrumada. É preciso que a forma como você dispõe os objetos permita a visualização de tudo o que tem dentro da gaveta e o fácil acesso ao seu conteúdo. Uma ótima sugestão da guru nipônica da organização Marie Kondo é guardar os itens na vertical e não na horizontal como costumamos fazer (gera melhor aproveitamento de espaço e melhor visualização).
  8. Distribuir de forma equilibrada o peso. Gavetas cabem muitas coisas, mas não cabem tudo! Tenha atenção para não colocar peso demais nelas. Se ao terminar de arrumar a gaveta perceber que tem dificuldade ou precisa fazer muita força para abrir e fechar a mesma, é sinal de que ela está muito cheia e mais pesada do que deveria.

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Imagens: Pinterest

A roupa e sua comunicação não verbal

Na última segunda-feira, dia 05/10, a apresentadora Xuxa Meneghel relatou em seu programa homônimo na TV Record um episódio bastante inusitado: que ela já foi confundida com uma prostituta em Nova York.  Essa constrangedora situação aconteceu quando ela andava pela Quinta Avenida em Manhattan juntamente com um homem bem vestido (identidade não revelada). Segundo a apresentadora, ao tentar entrar em uma daquelas lojas caras da avenida, foi impedida pelo atendente que informou que a loja se encontrava fechada. Ao perceber que ela estava acompanhada por um homem que trajava terno e gravata, o vendedor permitiu a entrada dela e do cavalheiro, obviamente. Xuxa disse que começou a olhar as roupas da loja e selecionar algumas peças. Ao chegarem ao caixa, o vendedor solicitou ao acompanhante da apresentadora o cartão para que a conta fosse paga. Foi quando ele explicou que quem pagaria a conta seria ela. O atendente, desconfiado, ligou para saber se o cartão da apresentadora tinha fundos. E, depois que viu que ela realmente possuía bastante dinheiro, quis até oferecer champanhe à mesma. Xuxa explicou que talvez sua roupa tenha sido a causa da confusão, pois, segundo a própria “… estava com uma calça toda rasgada, uma camisetinha e o cara achou que eu era tipo ‘Uma Linda Mulher’”.

Esse caso verídico é um bom exemplo de como a aparência transmite uma mensagem antes de qualquer palavra escrita ou falada. Pela forma como Xuxa estava vestida, ela foi vista como uma garota de programa.  É claro que a postura do vendedor foi preconceituosa e extremamente machista. Não o defendo, e não concordo com o tratamento dado a ela. Ele não tinha o direito de tratá-la de forma hostil.  Porém, ele tinha o direito de pensar o que ele quisesse, pois o pensamento, pelo menos esse deve ser livre. E vamos ser bem sinceros: quem nunca julgou alguém pela aparência, seja para o bem ou para o mal?  Que atire a primeira pedra aquele que nunca se deixou levar pela imagem.

Fazer um juízo de valor sobre alguém apenas se baseando na aparência é cultural e extremamente comum. Por isso mesmo, é tão importante estarmos atentos ao modo como nos apresentamos ao mundo diariamente. Gostando ou não, TODAS as pessoas ao nos verem estão criando uma opinião sobre nós, estão fazendo um julgamento. Ok, você vai me dizer que o importante é o conteúdo. Concordo plenamente! Mas será que é o seu conteúdo que as pessoas que pegam transporte público com você, que passam por você na rua ou no trabalho veem?

Se é somente o seu conteúdo o que importa, por que as maiores buscas de informação em termos de moda e código do vestir se dirigem aos trajes adequados para uma entrevista de emprego e o primeiro encontro com um pretendente? Porque no fundo, no fundo, o conteúdo só se aprecia com o tempo, depois que a “embalagem” já foi assimilada pelo convívio ou pela aprovação. Portanto, tenhamos mais preocupação com o que nossas roupas e aparência andam falando por aí (muitas vezes equivocadamente) sobre nós.

Para curtir: música tema do filme “Uma linda mulher”.