Organizando seus Exames Médicos

Quando pensamos em organização de documentos, costumamos pensar em certidões, contratos, registros, diplomas. Todavia, existe um tipo de documento que costumamos ter em grande quantidade e nem sempre sabemos o que fazer com o mesmo: exames médicos.

Pare e pense: você sabe onde se encontram todos os exames que você guarda? Tem uma vaga ideia do volume que esses papéis representam no seu armário ou gavetas? Ou você não guarda exames?

Independente do tipo de pessoa você é, acredito que esse Post vai contribuir bastante na organização desse tipo de documento.

Para começar a organização é preciso pegar todos os exames e analisá-los um a um, fazer pilhas com os papéis de um mesmo tipo e começar a triagem.

Descartar X Guardar

Há médicos que dizem que você deve guardar todos os exames que fez durante a sua vida. As pessoas mais afeitas ao “destralhamento” vão dizer que você deve jogar tudo fora. Eu digo que cada caso é um caso, e que você deve fazer aquilo que achar melhor e que o espaço que você possui te permite. No entanto, de uma forma geral, podemos estabelecer o prazo de validade abaixo:

validade dos exames

Esse “prazo de validade” dos exames costuma ser utilizado pelos médicos em geral, em especial por aqueles que atendem em processos admissionais trabalhistas. Mas não podemos levar a ferro e fogo essa tabela.

Devemos ter em mente que precisamos sempre guardar o último exame que fizemos, seja ele qual for, para quando refizermos o mesmo possuirmos uma amostra de como estávamos antes. É o que os médicos chamam de “identidade anatômica”.  Isso contribui para identificar possíveis mudanças, ainda que pequenas, na nossa saúde. Inclusive, muitos centros de imagem solicitam exames anteriores.

Em casos de pessoas que tratam doenças crônicas, exames e receitas antigos devem ser guardados para acompanhamento da doença e, até mesmo, para possíveis mudanças de profissional de saúde. Dessa forma, haverá um mapa de todo o tratamento feito e da evolução do caso. É preciso guardar tudo relativo à doença? Creio que não. Somente devem ser guardadas as receitas que prescrevem remédios diferentes. Exames de período de estabilidade do quadro patológico podem ser descartados. No máximo, fazer uma anotação no exame relatando por quanto tempo a doença se manteve daquela forma.

Aliás, essa é uma dica que pode ser usada por todos. Anotar no último exame, como estava o exame anterior. Assim você terá sua “identidade corporal” ainda mais completa. No caso de exame de sangue isso pode não ser necessário, pois muitos laboratórios já guardam o seu histórico de exames online.

Para pessoas que contraíram doenças como Tuberculose ou Câncer, que podem deixar marcas ou sequelas definitivas na pessoa, e consequentemente em seus exames, é recomendado guardar a documentação médica da época do tratamento e de depois da cura do mesmo, o que comprovará (principalmente para fins trabalhistas) que você não possui mais a doença, apenas cicatrizes do problema.

Nos casos de patologias que foram tratadas, mas que trazem um risco, ainda que mínimo, de reincidência, é mais prudente guardar também exames, receitas e todo tipo de documentação sobre o tratamento.

Como guardar

Para casas que possuem muitos moradores ou pessoas que fazem exames com regularidade, convém criar uma pasta para cada pessoa guardar seus exames. Cada pasta dessas pode ser subdividida com plásticos ou outras pastas mais finas por tipos de documentos (exames de sangue, receitas…) ou por especialidade médica (cardiologia, ginecologia, etc.), ou por doença, dependendo do caso. O ideal é que toda pasta e/ou plásticos sejam etiquetados para que você (ou alguém que precisar te socorrer ou a algum familiar da sua casa em uma emergência) identifique o conteúdo ao visualizá-las.

No caso de poucos moradores e poucos exames, pode-se fazer uma única pasta para todos (com separação por plásticos ou subpastas de cada um, também com etiquetas).

A escolha da pasta é variável, podendo ser uma pasta poliondas, arquivo, sanfonada, suspensa ou registradora a/z. Em minha opinião, a última é melhor, mas a escolha da pasta depende de diversos fatores, como quantidade de exames e espaço para armazenamento da mesma. Portanto, é preciso que você escolha aquela que mais se adéqua a sua necessidade e espaço.

Para exames grandes, como tomografias e ressonâncias, vale a pena comprar pastas tamanho A3.

Mais uma opção: escanear laudos, receitas e guardá-los no computador.

É isso! Ah, e vale lembrar: carteiras de vacinação devem ser guardadas sempre, assim como ao menos um raios-X de sua arcada dentária, principalmente se você está sempre mudando de dentista.

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