Quando investir e quando economizar em roupa

Nessa época de vagas magras, principalmente, ficamos nos perguntando sempre: em quais peças de roupa podemos economizar? No que devo investir mais dinheiro, nos modelos básicos ou nos mais estilosos?

A maioria das pessoas que trabalha na área da moda vai dizer que você deve pagar mais caro nas peças básicas do guarda-roupa, pois elas serão usadas por mais tempo, são a base do armário e precisam ter melhor qualidade, visto que serão mais usadas.

Há quem diga, no entanto, que você deve pagar mais caro na roupa que representa o seu estilo, e pagar menos pela roupa básica, que só serve como complemento, pano de fundo para aquelas peça que realmente te traduzem.

Eu digo que ambas as afirmações acima citadas são verdadeiras e que cada caso é um caso. Não tem como adotar nenhuma das duas máximas como regra para todo mundo. Para uma pessoa clássica ou elegante, a primeira opção é a mais adequada. Já para alguém dramático ou criativo não faz sentido gastar fábulas em uma calça jeans escura reta se isso é apenas figuração no look. Vale mais gastar um valor maior em uma blusa, calçado ou acessório que cause o impacto desejado.  E vamos combinar: peças realmente vistosas e diferenciadas não são baratas e nem facilmente encontradas em lojas Fast Fashion.

 A decisão de qual roupa merece maior investimento vai além até do estilo da pessoa. O tipo de corpo também determinará esse tipo de escolha. Dependendo do volume de quadril de uma mulher, por exemplo, uma calça de pior qualidade vai deixá-la sempre com aparência de “mulher fruta”, mesmo que seu modelo seja flare ou reta, o que pode não ser o interesse. Uma mulher com muito seio, se não investir em blusas boas pode ficar com mais volume no busto do que já tem ou com o que chamamos de aparência de monosseio.

O que quero dizer é que caimento, corte e tecido são colaboradores na melhora da silhueta e devemos nos ater a isso também quando ficamos em dúvida sobre em que pagar mais. Provavelmente, a parte do seu corpo que mais te incomoda será aquela que deve receber peças melhores, pois elas é que ajudarão a disfarçar os pequenos defeitos.  Isso sem falar em outros itens que podem ser de primeira necessidade em termos de alto investimento: calçados (para quem tem problemas ortopédicos ou trabalham muito tempo de pé), lingerie (que ajudam a dar uma ótima afinada na silhueta, valorizar o busto, não marcar sob a roupa, levantar a autoestima).

Portanto, reflitam bem sobre o que é mais importante para vocês no que se refere ao seu estilo, corpo, ambiente de trabalho, meio de locomoção e só então, em cima das necessidades e características individuais, decidam o que deve ser de melhor qualidade e mais caro, e o que pode ser comprado mais baratinho mesmo e ainda assim vai garantir um bom efeito.

caro barato

Dialógos sobre a Maternidade Romântica

Cheguei atrasada com a publicação desta semana sobre o tema do universo materno-infantil. Mas deu para chegar ;). E trouxe um Post diferente: trago aqui o link de um texto de outro Blog  “Vegana é a sua Mãe” e uma entrevista de uma filósofa francesa que saiu no site Delas. O que há de comum nos dois textos? O debate sobre a maternidade romântica.

Antes de tudo, quero dizer que considero a maternidade  um momento único e incomparável na vida de uma mulher. No entanto, ser único não quer dizer que seja somente bom. Nem somente ruim. Quer dizer apenas que é singular, uma experiência de mudanças, dedicação e abdicação que dificilmente será repetida. E que para cada pessoa essa vivência vai ser diferente, mais fácil ou mais difícil, mais ou menos prazerosa.

Ao trazer esse tema quero abrir espaço para que todas as mães se exponham e falem o que sentem. Ajudar a defender o direito que as mulheres têm de não acharem que  ser mãe é dom, obrigação e sacerdócio. As afirmações apresentadas nos textos que trago hoje são opiniões e sentimentos reais, portanto devem ser ouvidos e respeitados, ainda que não sejam os nossos sentimentos. Ou que até sejam, mas mantemos escondidos pom medo e vergonha de nós mesmas por tais ideias. Enfim, independente de nos identificarmos ou não, que saibamos entender as dificuldades e limitações do outro. E que consigamos gerar em nós não somente vidas, mas principalmente, compaixão com as pessoas que sentem diferente de nós.

Portanto, melhor do que minhas palavras, são as falas de Julia e Elizabeth que deixo hoje no Blog.

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Como Organizar a Geladeira – Parte 2

No Post de hoje finalizarei as dicas de como organizar a geladeira, esse eletrodoméstico dos deuses! Pensa bem, passarmos esse verão que se aproxima sem poder contar com nossa água gelada, as pedras de gelo para refrescar as bebidas quentes, o freezer para guardar aquele delicioso e refrescante sorvete…

Para começar bem essa arrumação, deve-se tirar o que tem na geladeira e ir limpando a mesma com pano úmido e pano seco (ou pano umedecido em sabão neutro). No caso de usar sabão, passar pano úmido depois e por fim pano seco. O ideal é que façamos essa limpeza naquele dia em que a geladeira está mais vazia, na véspera da ida ao mercado, preferencialmente. Afinal, os alimentos ficarão mal refrigerados porque a geladeira estará aberta e muitas comidas serão retiradas do eletrodoméstico para fazer a higienização do aparelho.  Portanto, seja caprichoso, mas veloz na limpeza. As prateleiras também podem ser retiradas e lavadas na pia, sendo secas depois.

Na hora de devolver os produtos, devemos lembrar que as prateleiras recebem refrigeração diferenciada. Por isso, devemos colocar os alimentos mais perecíveis nas prateleiras de cima e os mais resistentes nas prateleiras debaixo. A imagem abaixo ilustra bem essa ordem:

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Foto: Blog Bem Demais

É importante ressaltar também que:

  • Não devemos colocar panelas dentro da geladeira. Ocupam muito espaço, não vedam bem a entrada de ar na comida, não são benéficas para a saúde (o alimento ficará muito tempo em contato com o material da panela).
  • Armazene alimentos prontos em potes de vidro (preferencialmente) bem tampados.
  • Ovos sempre dentro do corpo da geladeira e não devem ser lavados (molhados) em hipótese nenhuma.
  • A limpeza do refrigerador deve acontecer quinzenal ou mensalmente, conforme for a quantidade de uso. Quanto mais ele for usado, menor deve ser o intervalo da higienização.
  • Sempre que possível tampe pudins, bolos, etc. Dessa form não ressecarão e nem ficarão com aquele “gosto de geladeira”.

 

Vem chegando o verão…

O verão é a estação mais quente do ano e também uma época associada a paixões, diversão, melhor aproveitamento da vida (visto que a maioria dos países tem nessa estação seu período mais longo de férias), como retratado na música que é apresentada em clipe no final do artigo.

Sempre que penso no verão, e no calor intenso que faz aqui nos trópicos, em particular no Rio de Janeiro, me vem à mente a água que usamos para refrescar e aplacar um pouco dessa quentura do corpo. E nesse quesito, não podemos reclamar: nosso estado possui praias, cachoeiras, clubes, piscinas que nos ajudam a ter um pouco mais de conforto térmico.  Por isso mesmo, devemos ter sempre uma peça de banho bem feita e em bom estado para podermos fazer bonito ao desfilar nosso corpo mais desnudo por aí.

Algumas pessoas dão menos importância à roupa de banho, pois não costumam usá-la muito, às vezes somente nessa estação, ou acham que é muito pouco pano para se preocuparem e investirem um pouco mais, e acabam se contentando em comprar qualquer peça. Mas é aí que mora o perigo: a moda praia, de todas as roupas que usamos, é a que menos cobre nosso corpo. Portanto, é a mais perigosa, independentemente se estamos lindas, com tudo no lugar, ou se temos aqueles defeitinhos aqui e ali. Pois, para qualquer pessoa, a escolha do biquíni/maiô certo pode valorizar e destacar o que temos de bom ou evidenciar (e às vezes criar) detalhes que não abonam nossa silhueta.

Além disso, essas peças também seguem tendências, e manter um mesmo modelo de roupa de banho por muito tempo (se não for um modelo clássico ou se você não gostar da pegada vintage) pode deixá-la parecendo desatualizada e/ou mais velha do que realmente é. Todavia, vale ressaltar que mais do que estar na moda, é preciso estar vestida de forma condizente com seu estilo, o que também cria a necessidade de pensar e dedicar um pouco mais de tempo (e dinheiro) na seleção dessa roupa.

E o que vai ser moda nesse verão? Bem, em 2016 os modelos que estarão desfilando por aí serão os seguintes:

Biquínis

  • Cortininha em cima e com laço embaixo: Modelo ultra clássico, que por isso mesmo continuará em alta.formatos-de-biquínis-1
  • Hot Paints: calcinhas mais altas, que lembram o estilo das pin ups. Moda-praia-tendencias-biquini-maio-verao-hotpants
  • Tops maiores: influenciados pela onde esportiva, os tops de ginástica chegam à moda praia. E claro, como são mais comportados geram mais conforto, sendo ideais para a prática de esportes aquáticos ou para mães de crianças pequenas, por exemplo, que nem sempre se sentem à vontade com partes de cima mais nuas.xmoda-praia-veja-as-tendencias-do-spfw-verao-201625-thumb-570.jpg.pagespeed.ic.IAmDNxJEVp

  • Neoprene ou 3D: Tem vindo de mansinho, desde o verão passado e parece que vai continuar aparecendo neste ano.biquinineoprene2
  • Calcinha Ripple: É famoso por ter a fama (e segundo dizem o poder) de “levantar o bumbum” ou ao menos causar essa impressão. Nem precisa explicar muito o porquê de continuar como tendência. santalina_calcinha_ripple
  • Acabamento com crochê colorido: essa é a grande aposta do verão 2016. Criado por uma estilista turca, esse modelo tem sido usado por diversas celebridades e tem tudo para emplacar, visto que possui esse ar Boho que já está super em alta na moda do dia a dia. Logo, não assusta que o mesmo também circule pelas  areias e piscinas.biquini.jpg7 (1)

    Maiôs:

     

  • Engana mamãe: continua na moda. Estão apenas mais criativos.trend-de-maio-para-verao-2016-7f
  • Asa delta: sabe aquele clássico dos anos 80? Pois é, ele volta com força também, só que revisitado.

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  • Linhas e recortes: Estarão presentes tanto em biquínis quanto em maiôs criando belos grafismos. biquini-3

 

Para fechar com chave de ouro: Marina e “Uma noite e meia“.

Fotos: Pinterest

As bolas de aniversário e seus riscos à segurança de crianças

Há menos de 15 dias, ao conversar com uma amiga que contratou uma casa de festas para o aniversário do filho, ouvi suas reclamações sobre o estilo de decoração do espaço que não dispunha de bolas na ornamentação.  Ela dizia que acha as bexigas muito bonitas e responsáveis pela alegria da decoração. Concordo com ela. Balões de aniversário realmente deixam as festas infantis muito mais bonitas. No entanto, lembrei-a de que o uso das mesmas (em ambientes que tenham crianças) exige um cuidado redobrado.

Apesar de lindas, elas podem ser extremamente perigosas quando vazias ou estouradas.  Isso porque seu material é escorregadio, e se colocado na boca por uma criança, pode acabar sendo engolido acidentalmente. E nesses casos, a probabilidade de morte é de 100%, pois o balão só é expelido com cirurgia, a qual não costuma dar tempo de acontecer, visto que  a criança asfixiada tem parada respiratória, o cérebro fica sem oxigênio e, em questão de minutos, acontece o óbito. Inclusive, até hoje houve apenas um caso na literatura médica mundial de criança que tenha sobrevivido a esse tipo de incidente (um bebê de 7 meses, que mora em São Paulo, sofreu asfixia por bexiga em setembro e foi socorrido a tempo por haver um hospital a poucos metros de sua casa).

Não estou com isso dizendo que devemos ficar paranoicos e abolir o uso de bolas de látex nas festas. Até porque elas são encontradas em diversos lugares, como parques, shoppings, lojas, entre outros espaços, e são geralmente oferecidos às crianças como um agrado. Apenas quero alertar que ao usarmos as mesmas em eventos, ou permitirmos que nossos filhos se distraiam com esses objetos, devemos redobrar a nossa atenção, especialmente quando se tratar de crianças muito pequenas com as quais o diálogo sobre os riscos ainda é difícil.

Mesmo com crianças mais velhas devemos ter bastante cuidado e sempre reforçar que balões não são brinquedos. Em agosto, no Paraná, um garoto de 10 anos morreu por asfixia ao engolir acidentalmente um balão vazio dado por um amigo enquanto caminhava com os colegas no retorno da escola para casa. É preciso advertir seu filho(a) para não mastigar nem chupar bolas de festa, pois ele(a) pode inalar repentinamente o pedaço de balão que estava mastigando. Mastigar um balão inflado também é perigoso porque pode explodir no rosto da criança e causar sérios ferimentos.

Ao fazermos festas com balões, devemos estar sempre atentos às bolas que estouram sozinhas ou devido a brincadeiras ou gincanas durante a festividade e recolher seus pedaços. E evitar dar essas bexigas para as crianças brincarem, estourarem ou encherem sem que tenha adultos supervisionando.

Para que os balões continuem sendo apenas sinônimo de alegria e colorido na vida das crianças, vamos redobrar nossa atenção e cuidado com os mesmos.

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Organizando a sua alimentação: como arrumar a geladeira – Parte 1

A geladeira é um dos eletrodomésticos mais importantes na nossa casa. É graças a ela que conseguimos comprar comida em maiores quantidades (o que nos possibilita menos idas ao supermercado) e armazenar durante mais tempo alimentos abertos que não foram totalmente consumidos ou restos de comidas que sobraram da última refeição.

No entanto, às vezes tratamos a mesma como um depósito, um armário, e colocamos tudo de qualquer jeito ali dentro.  Esquecemos de que ela é um aparelho pensado para agir segundo uma funcionalidade específica e que sua durabilidade enquanto eletrodoméstico, assim como a durabilidade dos produtos guardados dentro dela, variará conforme o uso adequado.

O objetivo primordial da geladeira é manter a comida resfriada. Com o resfriamento, as bactérias existentes nos alimentos demoram mais a se proliferar, o que os torna aptos ao consumo por um prazo maior de tempo. Mas não para sempre! Portanto, nada daquele pensamento: “tá velho mais está na geladeira, não tem problema” (ouço muito isso do meu marido). Refrigerador ajuda, porém não faz milagre. Então respeite o prazo de validade dos alimentos e de deterioração dos mesmos. Uma boa base para seguir é essa abaixo:

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Foto: Retirada da Internet. Adoraria colocar a referência da foto, mas eu a encontrei em tantos sites, que eu não sei quem é o dono da imagem.

No que se refere à figura acima, vale destacar que essa validade se refere a produtos abertos, em uso, e não estamos falando de freezer nem de congelador e sim do corpo da geladeira. O iogurte, por exemplo, só vale 1 dia na geladeira se já estiver aberto. Se estiver fechado, é para ser usada a validade da embalagem. A mesma regra vale para outros alimentos.

Outro detalhe importante é que tudo o que entra na geladeira deve estar limpo. Portanto, caixa de leite, suco, embalagens de molhos, refrigerante, entre outros, devem ser higienizados antes de serem guardados na geladeira. Afinal, sabe-se lá como foram transportados e  armazenados na fábrica, no mercado… Melhor nem pensar. Uma forma de fazer isso é lavar em água corrente com sabão neutro (lavagem rápida, sem encharcar) e secar com um papel toalha, ou utilizar um pano (limpo, só para fazer isso) umedecido em água. Uma boa dica também é colocar uma bandeja embaixo das caixas de leite depois de abertas, pois elas costumam suar e escorrer um pouco do conteúdo (especialmente aquelas que você corta a ponta para fazer o bico).

Muitas outras atitudes devem ser feitas para que sua geladeira fique organizada e higiênica. Mas, sobre elas falarei no próximo Post. Por hora, você já pode começar a arrumar seu refrigerador verificando se não tem comida a mais tempo do que deveria no mesmo (com o devido descarte) e colocando a partir de agora somente vasilhas limpas lá dentro.

Em tempo: Geladeira pode sim virar armário. Depois que ela estiver quebrada e perder sua função original de armazenar alimentos. Segue o vídeo da Thalita Carvalho dona do Blog Casa de Colorir que ensina como fazer esse reaproveitamento.

http://gnt.globo.com/programas/decora/videos/1970574.htm

Como Lavar as Roupas dos Bebês

Organizar o quarto de um bebê que vai chegar é uma tarefa deliciosa! E uma das primeiras e mais importantes etapas dessa arrumação é a lavagem das roupas que o neném irá usar. E cabe destacar que quando eu digo roupas quero dizer todo e qualquer tecido que entrará em contato com a pele de seu filho! Então, estão inclusos jogos de cama, banho, roupas, babadores, lençóis de carrinho e bebê conforto, mantas, fraldas de pano…

Inclusive, as fraldas de pano, quando usadas no lugar das fraldas descartáveis, devem ser lavadas mais vezes (de 2 a 4 vezes) antes do uso, pois é depois dessas lavagens que ela perde a goma e se torna de fato absorvente.

Algumas mães ficam se perguntando: mas por que lavar tudo? Eu comprei e veio embalado num saquinho, ou já veio tão cheiroso… É preciso higienizar tudo porque, primeiramente, a pele do bebê é muito delicada, não possui proteção e desconhecemos possíveis alergias que a criança possa ter. Em segundo lugar, porque  não sabemos por onde esse tecido passou, onde foi costurado, e é muito comum que nesse processo de produção e transporte, as roupas fiquem em contato com ambientes empoeirados, sujos, (às vezes até contaminado por algum outro produto que tenha sido transportado). Portanto, é sempre melhor prevenir do que remediar.

Quanto à melhor forma de lavagem, isso depende da preferência de cada pessoa: algumas optam por lavagem à mão. Outras pela máquina. Ambas estão corretas e são possíveis. Contudo, cada escolha tem as suas peculiaridades e pontos de atenção.

Na lavagem à mão, preserva-se melhor as roupas e tecidos, sendo fundamental para os itens mais delicados. As desvantagens são a preocupação com um bom enxágue, pois não devem ficar resíduos do produto de limpeza utilizado na roupa (independente do tipo de sabão utilizado), e a demora maior na secagem.

Na lavagem na máquina, não há a preocupação com enxágue, pois o ciclo de lavagem (mesmo o rápido) é bastante completo e a roupa sairá praticamente seca. Os pontos a serem observados nesta opção são o risco de danificar as roupas e a necessidade que a máquina esteja limpa (recomenda-se lavar a máquina uma vez por mês). Inclusive, quem escolher essa opção, deve estar atento para os itens que são lavados na máquina de sua casa. Se você costuma colocar panos de prato e de cozinha em geral, pano de chão entre outros tecidos e objetos diversos na lavadora para serem limpos, talvez não deva usar esse recurso para higienizar as roupas de seu filho (principalmente neste momento inicial). Ou ao menos precisa fazer uma boa limpeza da máquina antes de iniciar esse processo.

O que vai ser atitude comum, independente do modo de lavagem, é a escolha do sabão. Ele deve ser neutro, sem cheiro forte. Deve-se evitar alvejantes, removedor de manchas, amaciantes e sabão em pó comuns. A opção pode ser o já tradicional sabão de coco ou então as Linhas Baby ou de Roupas Delicadas de algumas marcas de produtos de limpeza.

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Outro ponto comum deve ser a separação das roupas da criança do restante das roupas da família. Os outros moradores da casa frequentam ambientes variados e são expostos a muito mais sujeiras que ficam impregnadas em suas roupas, além de usarem produtos químicos como perfume, desodorantes, etc. Portanto, não devemos lavar tudo junto.

Por esse mesmo motivo, devemos separar os objetos de lavanderia que abrigarão as roupas do bebê como: cesto de roupas sujas, baldes, área do varal no qual será pendurada a roupa – imagine tirar o pano de chão que você lavou e está seco e no mesmo lugar pendurar a roupa da criança… Para que correr o risco de contaminar a roupa de alguém tão pequenino e frágil?

Depois de tudo lavado, é bom não deixar as roupas penduradas no varal mais do que o necessário, para que não peguem poeira. Quanto à secagem, se as peças puderem (e você tiver local), deixe que as mesmas sequem ao sol (sem exposição excessiva). É recomendado também passar todas as roupas, pois isso ajudar a terminar de matar possíveis bactérias. De todo modo, siga sempre as recomendações das etiquetas das roupas para evitar estragos desnecessários.

Por fim, guarde tudo o que foi lavado no armário ou cômoda. Não use saches pois cheiros fortes não são bem-vindos (mesmo aquele cheirinho gostoso de neném). Peças que não serão usadas logo, podem ser guardadas dentro de sacos de TNT, tule ou organza, para que fiquem bem protegidas. Evite sacos plásticos, pois eles não permitem que o tecido respire. Outra dica: não lave as roupas com tanta antecedência. O ideal é você começar a lavar as peças que serão utilizadas nos três primeiros meses de vida da criança por volta do sétimo mês de gestação (a prioridade é sempre do que for ser usado primeiro), e ir lavando o restante à medida em que seu filho for crescendo e precisando de outros peças diferentes ou maiores.

Sobre o Ter e o Guardar o que se Tem

Você sabe tudo o que tem dentro do seu guarda-roupa, do armário da cozinha, no móvel da sala, no armário do trabalho, na gaveta do escritório? Não? Nem faz ideia? Bem, o ideal da organização de espaços é saber o que se tem e onde está tudo que se possui. Ao ter esse conhecimento, você não gasta tempo procurando objetos perdidos e tem acesso rápido ao que deseja. E ainda não passa aperto: até com falta de energia à noite, se precisar de algum item específico, irá encontrá-lo.

Você deve estar pensando: mas eu tenho tantas coisas, como me lembrar de tudo? Um dos conceitos da organização se baseia em arrumar objetos que são úteis e importantes para nós, seja porque são produtivos, seja porque temos apego emocional, ou tudo isso junto e ao mesmo tempo.  Se existem objetos dos quais você não se lembra da existência, será que realmente precisa deles? E se você sabe que o item existe, mas não faz ideia de onde o guardou, não sabe nem por onde começar a procurar (faz tempo que não o utiliza!), talvez precise rever seus conceitos do que é realmente importante na sua vida, na sua casa ou no seu ambiente de trabalho!

Você também pode estar pensando: eu sei exatamente onde estão as minhas coisas, eu me acho na minha bagunça. Mas será que suas coisas e a sua “bagunça organizada” estão no lugar adequado? Pois se você encontra tudo o que procura, mas tudo o que procura não está onde deveria estar (exemplos de locais em que estão seus objetos: pilha de coisas no sofá, na mesa da sala ou do escritório, na mesa de jantar, na cadeira, no chão num canto do cômodo, sobre a cama, etc.), você está subutilizando um espaço (sofá, cama, mesa, chão, cadeira, entre outros) que deveria servir para as funções que lhe foram originalmente designadas: sentar, comer, andar, deitar, fazer reunião…).

Uma mesa pode servir de estante? Sim! A cadeira faz as vezes de aparador? Claro! O sofá pode virar armário? Também, se na sua casa/trabalho sobrar mesa, cadeira e sofá e faltar estante e armário. Agora, se não há falta de espaço para acomodar as coisas e elas estão ali porque faltou disposição ou jeito para guardá-las em local mais apropriado, mesmo sabendo onde está tudo… este “onde” está errado. Principalmente se você não mora ou trabalha sozinho, e seus objetos estão invadindo um espaço que também é de uso de outra pessoa.

É falta de respeito e de consideração com o próximo com quem se convive impedir que ele usufrua de alguma área comum porque as suas coisas, que podem  ficar em ambientes mais convenientes, estão ali ocupando um espaço que também é da outra pessoa. E se na casa ou no trabalho não cabe tudo o que você tem, mais um motivo para refletir se todos esses objetos são realmente úteis. Ou procurar soluções alternativas como se mudar para um lugar maior, comprar mais móveis, reorganizar, entre outras possibilidades.

O que realmente não dá é pra ter e não saber que tem nem onde está, tampouco saber o que tem e onde fica, quando esse “onde” incomoda muita gente, quando esse “onde” incomoda, incomoda muito mais.

Música para ajudar na reflexão ;): Arnaldo Antunes e “Nem tudo”.

Um Novo Estilo a cada Dia

O Post de hoje foi feito a pedido de uma leitora do Blog. Ela solicitou que eu escrevesse sobre um comportamento que  costuma ter de acordar cada dia com um estilo diferente, ou seja, se vestir de acordo com seu estado de espírito. Achei o tema bem interessante!

Para falar sobre esse assunto, é preciso dizer que existem 7 estilos: Tradicional (ou Clássico), Elegante, Esportivo (ou Natural), Romântico, Sexy (ou Sensual), Criativo, e Dramático (ou Moderno).

Partindo dessa premissa, fica a pergunta: o que leva uma pessoa como a minha leitora a acordar cada dia de um jeito e com vontade de se vestir de forma diferente? Seguem algumas possíveis explicações e reflexões sobre a questão:

  1. A maioria das pessoas  possui até 3 estilos: um  que costuma ser predominante, e dois coadjuvantes. Porém, pode haver um equilíbrio maior entre eles, sem que isso seja um grande problema. Portanto, às vezes você acha que acorda cada dia querendo se vestir de um jeito, mas na verdade, você alterna entre seus três estilos (e não percebeu isso).
  2. Muitas pessoas que se vestem a cada dia de um jeito podem não conhecer seu próprio estilo. Daí, tudo o que elas veem e acham bonito, acham que lhes convêm. E não é verdade. Tem roupas, calçados e acessórios que acho bonitos mas que não combinam comigo, que não têm a ver com o que eu sou. É preciso saber diferenciar isso.  Nem tudo que é bonito nos traduz e nos representa. Portanto, ao se vestir a cada dia, pense se  a roupa que escolheu traduz quem você é, ou você veste só porque te agrada aos olhos.
  3. Seguir a moda  pode nos levar a vestir roupas de tudo que é jeito. Com a enxurrada de informações sobre a peça que está em voga,  que  muda a cada estação, e a massificação de tendências nas araras das lojas, fica realmente complicado ser estilosa. É preciso ter clareza do que gosta de usar e não se deixar influenciar pelo que é ditado pela moda, absorvendo somente aquelas novidades que enriquecem e não confundem sua forma de se vestir.
  4. É bom esclarecer: dentro de um mesmo estilo dá para variar muito e de acordo com o humor. Se faço o tipo romântico e estou meio para baixo, posso usar calça, camiseta e tênis e continuar sendo romântica (a referência estará na estampa, cor, tecido, caimento, modelo, etc.). Já se estou me sentindo maravilhosa, provavelmente usarei um vestido e um calçado de salto que terão referências ao romantismo. Cuidado com o estereótipo. Às vezes você pode estar achando que varia muito o seu modo de vestir simplesmente porque não  está percebendo os detalhes das suas roupas que se direcionam para um mesmo gênero e apenas se apresentam de forma diferente.
  5. O estilo varia conforme a ocasião. Ou seja, dá pra ir da feira à festa Black Tie mantendo o mesmo estilo, mas é claro, adaptando-o às diferentes situações. Talvez você esteja confundindo ajuste do seu estilo aos diferentes eventos sociais com se vestir a cada dia de um jeito.
  6. O seu estilo predominante pode ser criativo e isso explica essa sua alternância de modos de se vestir. A pessoa criativa causa a impressão de não ter um estilo definido porque quem comanda suas escolhas é o humor do dia. Esse tipo de pessoa gosta do tudo junto e misturado, então precisa ter um pouco de tudo.
  7. Não há crime em se vestir de acordo com o humor ou o estado de espírito. Se isso não estiver te incomodando, continue. Mas, se você achar que essa forma de se produzir não está te agradando, está fazendo com que tenha dificuldade para se arrumar ou tem feito com que compre roupas que não consegue usar e combinar, está na hora de definir melhor seu estilo. Eu acho bacana ter uma aparência definida porque considero que isso dá personalidade. Mas, a sua personalidade pode ser eclética, com tudo junto e ao mesmo tempo agora. O importante é descobrir quem você é e escolher roupas que traduzam a sua essência.

O Risco de Sentar na Posição em “W”

Quando temos um filho, precisamos nos preocupar em criar nele vários hábitos saudáveis: comer bem, praticar esportes, realizar higiene corporal e mental. No entanto, existem alguns hábitos que às vezes nos esquecemos de estimular nas crianças ou não damos a devida importância. Manter uma postura correta costuma ser um dos hábitos negligenciados, embora seja de extrema importância para a saúde de qualquer pessoa.

A falta de preocupação com a postura adequada nem sempre acontece por desleixo ou falta de cuidado. Dá-se por desconhecimento também. Por isso, é bom conversar com o pediatra ou o ortopedista pediátrico sobre as questões referentes à estatura corporal dos pequenos.

Um desses cuidados é não deixar a criança criar o hábito de ficar sentada com a perna em “W” por muito tempo. Sentar em “W” refere-se à postura assumida quando a criança senta-se no chão com as pernas posicionadas no formato da letra, conforme se pode ver na figura abaixo (me dá agonia só de olhar!)

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Essa é uma das muitas posições que seu filho pode adotar enquanto brinca sentado. Em relação a isso não há problema, pois é normal que a criança varie entre diferentes posturas durante a brincadeira e nesse processo de conhecer e experimentar seu próprio corpo. Inclusive, a alternância entre posturas é extremamente benéfica para os pequenos, pois as trocas entre posturas ajudam a desenvolver os músculos do tronco e, mais importante, ajudam a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal, tão importantes para o resto da vida.

A dificuldade da postura em questão é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, além de limitar as rotações de tronco e as transferências de peso laterais (feitas, por exemplo, ao alcançar um objeto que não esteja na nossa frente).

Logo, ao experimentar essa pose, a criança pode definir essa forma de sentar-se simplesmente por não ter de se preocupar com equilíbrio enquanto manipula um brinquedo, o que facilita a brincadeira. Isso nos faz concluir que essa é, sim, uma postura confortável e preferível por muitas crianças. Mas que não deve ser mantida. Por isso, os pais não devem ficar com pena de pedir aos seus filhos que mudem de posição. Pode ser cansativo no começo para a criança sentar-se de outra forma, mas será um ganho enorme em termos de saúde para os pequenos.

Quando a criança assume predominantemente a postura em “W”, essa escolha pode vir a gerar problemas nos ossos e na musculatura. Tudo porque os quadris ficam no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros (no próprio quadril, nos pés e nos joelhos). Essa posição favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares, particularmente nas partes posterior e interna das coxas e na panturrilha. A postura em “W” também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo um desalinhamento da cabeça do fêmur e rotação interna da tíbia (osso entre tornozelo e joelho).

Soma-se ainda um comprometimento da coordenação motora, pois para um bom e preciso movimento dos membros  inferiores e superiores (especialmente o movimento fino e meticuloso das mãos) é preciso um equilíbrio do tronco, que pode vir a ser afetado se a criança não desenvolver essa firmeza e estabilidade desde pequena, habilidades não estimuladas pela posição em dáblio.

O que os pais e os cuidadores de crianças podem fazer?

1 – As crianças devem ser estimuladas a mudar a posição e chamadas à atenção para corrigirem a postura sempre que a posição em “W” for a preferencial.

2 – Fornecer estímulos táteis para as mãos, que não se encontrem na frente dos pequenos,  também os ajudam  a modificar a posição por si mesmos.

3 – No caso de bebês que estão começando a se sentar e ainda não entendem tão bem a linguagem verbal, você pode ajudá-los a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-os, por exemplo, para a postura de pernas cruzadas, ou outra postura conveniente à atividade que esteja sendo desenvolvida.

4 – Em se tratando de crianças com disfunção neuromotora, esse cuidado deve ser ainda maior, pois, diferentemente dos demais pequenos, elas não se sentam assim por hábito, mas porque essa posição realmente parece mais possível para as limitações que possuem. E, por possuírem de fato uma patologia, o comprometimento motor e físico pela postura errada pode ser ainda mais grave. Logo, essas crianças precisam ser mais estimuladas a manter posturas mais corretas e saudáveis.

5 – Seguem imagens de outras posições que o seu filho poderá usar para se sentar com mais segurança:

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