A Morte e a Reorganização da Vida

A chegada do Feriado de Finados me fez refletir sobre a dor da morte. A perda das pessoas que amamos é um sofrimento muito grande, independente de quanto tempo convivemos com as mesmas e da causa do óbito.

No entanto, é preciso viver o luto e superar essa perda, seja se apoiando na religião, na terapia,  no trabalho (remunerado ou voluntário), na família, nos amigos, etc.

Uma forma de superação desse momento tão difícil é conseguir se desapegar dos bens materiais das pessoas que se foram. É claro que o tempo para se fazer essa arrumação do quarto ou do armário do ente falecido é muito pessoal e cada um avaliará o momento em que se sentirá mais confortável para fazer tal ação. Contudo, um prazo maior do que 6 (seis) meses pode não ser muito saudável e sinalizar uma possível depressão ou negação da perda.

Para muitos psicólogos, não é recomendável essa situação de manutenção de tudo igual a como era antes da morte, pois tal postura pode dificultar o alívio ou supressão dos sintomas do luto, bem como impedir a adaptação à nova situação de vida sem aquela pessoa e a consideração de projetos para futuro.  Afinal, como repensar o meu futuro a partir de agora se mantenho não só minha mente como os espaços físicos da minha casa presos a um passado e uma realidade que não mais existem?

Pois, de que vale manter intacto um cômodo ou um armário se o dono daquele espaço não fará mais uso dele? Compreendo que a ideia de quem recorre a essa solução é não esquecer-se do familiar, e principalmente, querer mantê-lo vivo de algum modo novamente.

Porém, manter as coisas exatamente como elas eram em outro momento, quando ainda havia uma vida usufruindo de tudo aquilo, só agrava a dor, visto que evidencia o que sobrou daquela pessoa: objetos. E é muito triste manter algo a espera de um dono que não volta mais. É como se aquele ambiente e objetos estivessem ainda mais inanimados do que de fato já são.

Para os adeptos do Feng Shui, a manutenção de um espaço de alguém que já morreu faz com que a energia fique estagnada, não circule, atrapalhando a energia da casa e de seus habitantes. Manter um ambiente igual e intocável, como na época em que o seu dono era vivente é, para essa filosofia, um atraso energético imperdoável que prejudica a todos, sejam vivos ou mortos.

Ou seja, de uma forma geral a maioria concorda que o melhor a fazer é se desapegar das coisas que pertenciam ao falecido e guardar somente algumas coisas que realmente eram especiais e importantes como recordação, principalmente as fotos. Se não tiver coragem de fazer essa arrumação sozinho (a), peça ajuda a algum familiar ou amigo, ou contrate um profissional para fazer isso por você.

E não precisa se preocupar pois, se a pessoa realmente foi importante na sua vida, você jamais se esquecerá dela, mesmo que não guarde sequer um item que pertenceu a ela enquanto viva. Pois, a maior e melhor memória que temos de alguém se encontra na mente e no coração.

Sugestão: Para as pessoas que estão passando por esse momento difícil e doloroso da morte de um ente querido, recomendo os seguintes Institutos de Psicologia que possuem  profissionais especializados na Psicologia do Luto:

Instituto Entrelaços – Rio de Janeiro        luto

Quatro Estações – São Paulo

API – Belo Horizonte

Ciclo – Fortaleza

6 comentários sobre “A Morte e a Reorganização da Vida

  1. Pingback: A morte e a reorganização da vida | Garotas Perigosas

  2. Difícil mesmo passar pelo luto.
    Só o tempo transforma a tristeza em saudade.
    Ótimo post. Concordo que devemos desfazer das coisas materiais de uma pessoa que morreu, lembrando que um divórcio, uma traição, uma perda de emprego também são formas de vivenciar o luto.
    Como você mesmo disse “vamos praticar o desapego!”

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Comentários...

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