Dialógos sobre a Maternidade Romântica

Cheguei atrasada com a publicação desta semana sobre o tema do universo materno-infantil. Mas deu para chegar ;). E trouxe um Post diferente: trago aqui o link de um texto de outro Blog  “Vegana é a sua Mãe” e uma entrevista de uma filósofa francesa que saiu no site Delas. O que há de comum nos dois textos? O debate sobre a maternidade romântica.

Antes de tudo, quero dizer que considero a maternidade  um momento único e incomparável na vida de uma mulher. No entanto, ser único não quer dizer que seja somente bom. Nem somente ruim. Quer dizer apenas que é singular, uma experiência de mudanças, dedicação e abdicação que dificilmente será repetida. E que para cada pessoa essa vivência vai ser diferente, mais fácil ou mais difícil, mais ou menos prazerosa.

Ao trazer esse tema quero abrir espaço para que todas as mães se exponham e falem o que sentem. Ajudar a defender o direito que as mulheres têm de não acharem que  ser mãe é dom, obrigação e sacerdócio. As afirmações apresentadas nos textos que trago hoje são opiniões e sentimentos reais, portanto devem ser ouvidos e respeitados, ainda que não sejam os nossos sentimentos. Ou que até sejam, mas mantemos escondidos pom medo e vergonha de nós mesmas por tais ideias. Enfim, independente de nos identificarmos ou não, que saibamos entender as dificuldades e limitações do outro. E que consigamos gerar em nós não somente vidas, mas principalmente, compaixão com as pessoas que sentem diferente de nós.

Portanto, melhor do que minhas palavras, são as falas de Julia e Elizabeth que deixo hoje no Blog.

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As bolas de aniversário e seus riscos à segurança de crianças

Há menos de 15 dias, ao conversar com uma amiga que contratou uma casa de festas para o aniversário do filho, ouvi suas reclamações sobre o estilo de decoração do espaço que não dispunha de bolas na ornamentação.  Ela dizia que acha as bexigas muito bonitas e responsáveis pela alegria da decoração. Concordo com ela. Balões de aniversário realmente deixam as festas infantis muito mais bonitas. No entanto, lembrei-a de que o uso das mesmas (em ambientes que tenham crianças) exige um cuidado redobrado.

Apesar de lindas, elas podem ser extremamente perigosas quando vazias ou estouradas.  Isso porque seu material é escorregadio, e se colocado na boca por uma criança, pode acabar sendo engolido acidentalmente. E nesses casos, a probabilidade de morte é de 100%, pois o balão só é expelido com cirurgia, a qual não costuma dar tempo de acontecer, visto que  a criança asfixiada tem parada respiratória, o cérebro fica sem oxigênio e, em questão de minutos, acontece o óbito. Inclusive, até hoje houve apenas um caso na literatura médica mundial de criança que tenha sobrevivido a esse tipo de incidente (um bebê de 7 meses, que mora em São Paulo, sofreu asfixia por bexiga em setembro e foi socorrido a tempo por haver um hospital a poucos metros de sua casa).

Não estou com isso dizendo que devemos ficar paranoicos e abolir o uso de bolas de látex nas festas. Até porque elas são encontradas em diversos lugares, como parques, shoppings, lojas, entre outros espaços, e são geralmente oferecidos às crianças como um agrado. Apenas quero alertar que ao usarmos as mesmas em eventos, ou permitirmos que nossos filhos se distraiam com esses objetos, devemos redobrar a nossa atenção, especialmente quando se tratar de crianças muito pequenas com as quais o diálogo sobre os riscos ainda é difícil.

Mesmo com crianças mais velhas devemos ter bastante cuidado e sempre reforçar que balões não são brinquedos. Em agosto, no Paraná, um garoto de 10 anos morreu por asfixia ao engolir acidentalmente um balão vazio dado por um amigo enquanto caminhava com os colegas no retorno da escola para casa. É preciso advertir seu filho(a) para não mastigar nem chupar bolas de festa, pois ele(a) pode inalar repentinamente o pedaço de balão que estava mastigando. Mastigar um balão inflado também é perigoso porque pode explodir no rosto da criança e causar sérios ferimentos.

Ao fazermos festas com balões, devemos estar sempre atentos às bolas que estouram sozinhas ou devido a brincadeiras ou gincanas durante a festividade e recolher seus pedaços. E evitar dar essas bexigas para as crianças brincarem, estourarem ou encherem sem que tenha adultos supervisionando.

Para que os balões continuem sendo apenas sinônimo de alegria e colorido na vida das crianças, vamos redobrar nossa atenção e cuidado com os mesmos.

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Como Lavar as Roupas dos Bebês

Organizar o quarto de um bebê que vai chegar é uma tarefa deliciosa! E uma das primeiras e mais importantes etapas dessa arrumação é a lavagem das roupas que o neném irá usar. E cabe destacar que quando eu digo roupas quero dizer todo e qualquer tecido que entrará em contato com a pele de seu filho! Então, estão inclusos jogos de cama, banho, roupas, babadores, lençóis de carrinho e bebê conforto, mantas, fraldas de pano…

Inclusive, as fraldas de pano, quando usadas no lugar das fraldas descartáveis, devem ser lavadas mais vezes (de 2 a 4 vezes) antes do uso, pois é depois dessas lavagens que ela perde a goma e se torna de fato absorvente.

Algumas mães ficam se perguntando: mas por que lavar tudo? Eu comprei e veio embalado num saquinho, ou já veio tão cheiroso… É preciso higienizar tudo porque, primeiramente, a pele do bebê é muito delicada, não possui proteção e desconhecemos possíveis alergias que a criança possa ter. Em segundo lugar, porque  não sabemos por onde esse tecido passou, onde foi costurado, e é muito comum que nesse processo de produção e transporte, as roupas fiquem em contato com ambientes empoeirados, sujos, (às vezes até contaminado por algum outro produto que tenha sido transportado). Portanto, é sempre melhor prevenir do que remediar.

Quanto à melhor forma de lavagem, isso depende da preferência de cada pessoa: algumas optam por lavagem à mão. Outras pela máquina. Ambas estão corretas e são possíveis. Contudo, cada escolha tem as suas peculiaridades e pontos de atenção.

Na lavagem à mão, preserva-se melhor as roupas e tecidos, sendo fundamental para os itens mais delicados. As desvantagens são a preocupação com um bom enxágue, pois não devem ficar resíduos do produto de limpeza utilizado na roupa (independente do tipo de sabão utilizado), e a demora maior na secagem.

Na lavagem na máquina, não há a preocupação com enxágue, pois o ciclo de lavagem (mesmo o rápido) é bastante completo e a roupa sairá praticamente seca. Os pontos a serem observados nesta opção são o risco de danificar as roupas e a necessidade que a máquina esteja limpa (recomenda-se lavar a máquina uma vez por mês). Inclusive, quem escolher essa opção, deve estar atento para os itens que são lavados na máquina de sua casa. Se você costuma colocar panos de prato e de cozinha em geral, pano de chão entre outros tecidos e objetos diversos na lavadora para serem limpos, talvez não deva usar esse recurso para higienizar as roupas de seu filho (principalmente neste momento inicial). Ou ao menos precisa fazer uma boa limpeza da máquina antes de iniciar esse processo.

O que vai ser atitude comum, independente do modo de lavagem, é a escolha do sabão. Ele deve ser neutro, sem cheiro forte. Deve-se evitar alvejantes, removedor de manchas, amaciantes e sabão em pó comuns. A opção pode ser o já tradicional sabão de coco ou então as Linhas Baby ou de Roupas Delicadas de algumas marcas de produtos de limpeza.

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Outro ponto comum deve ser a separação das roupas da criança do restante das roupas da família. Os outros moradores da casa frequentam ambientes variados e são expostos a muito mais sujeiras que ficam impregnadas em suas roupas, além de usarem produtos químicos como perfume, desodorantes, etc. Portanto, não devemos lavar tudo junto.

Por esse mesmo motivo, devemos separar os objetos de lavanderia que abrigarão as roupas do bebê como: cesto de roupas sujas, baldes, área do varal no qual será pendurada a roupa – imagine tirar o pano de chão que você lavou e está seco e no mesmo lugar pendurar a roupa da criança… Para que correr o risco de contaminar a roupa de alguém tão pequenino e frágil?

Depois de tudo lavado, é bom não deixar as roupas penduradas no varal mais do que o necessário, para que não peguem poeira. Quanto à secagem, se as peças puderem (e você tiver local), deixe que as mesmas sequem ao sol (sem exposição excessiva). É recomendado também passar todas as roupas, pois isso ajudar a terminar de matar possíveis bactérias. De todo modo, siga sempre as recomendações das etiquetas das roupas para evitar estragos desnecessários.

Por fim, guarde tudo o que foi lavado no armário ou cômoda. Não use saches pois cheiros fortes não são bem-vindos (mesmo aquele cheirinho gostoso de neném). Peças que não serão usadas logo, podem ser guardadas dentro de sacos de TNT, tule ou organza, para que fiquem bem protegidas. Evite sacos plásticos, pois eles não permitem que o tecido respire. Outra dica: não lave as roupas com tanta antecedência. O ideal é você começar a lavar as peças que serão utilizadas nos três primeiros meses de vida da criança por volta do sétimo mês de gestação (a prioridade é sempre do que for ser usado primeiro), e ir lavando o restante à medida em que seu filho for crescendo e precisando de outros peças diferentes ou maiores.

O Risco de Sentar na Posição em “W”

Quando temos um filho, precisamos nos preocupar em criar nele vários hábitos saudáveis: comer bem, praticar esportes, realizar higiene corporal e mental. No entanto, existem alguns hábitos que às vezes nos esquecemos de estimular nas crianças ou não damos a devida importância. Manter uma postura correta costuma ser um dos hábitos negligenciados, embora seja de extrema importância para a saúde de qualquer pessoa.

A falta de preocupação com a postura adequada nem sempre acontece por desleixo ou falta de cuidado. Dá-se por desconhecimento também. Por isso, é bom conversar com o pediatra ou o ortopedista pediátrico sobre as questões referentes à estatura corporal dos pequenos.

Um desses cuidados é não deixar a criança criar o hábito de ficar sentada com a perna em “W” por muito tempo. Sentar em “W” refere-se à postura assumida quando a criança senta-se no chão com as pernas posicionadas no formato da letra, conforme se pode ver na figura abaixo (me dá agonia só de olhar!)

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Essa é uma das muitas posições que seu filho pode adotar enquanto brinca sentado. Em relação a isso não há problema, pois é normal que a criança varie entre diferentes posturas durante a brincadeira e nesse processo de conhecer e experimentar seu próprio corpo. Inclusive, a alternância entre posturas é extremamente benéfica para os pequenos, pois as trocas entre posturas ajudam a desenvolver os músculos do tronco e, mais importante, ajudam a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal, tão importantes para o resto da vida.

A dificuldade da postura em questão é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, além de limitar as rotações de tronco e as transferências de peso laterais (feitas, por exemplo, ao alcançar um objeto que não esteja na nossa frente).

Logo, ao experimentar essa pose, a criança pode definir essa forma de sentar-se simplesmente por não ter de se preocupar com equilíbrio enquanto manipula um brinquedo, o que facilita a brincadeira. Isso nos faz concluir que essa é, sim, uma postura confortável e preferível por muitas crianças. Mas que não deve ser mantida. Por isso, os pais não devem ficar com pena de pedir aos seus filhos que mudem de posição. Pode ser cansativo no começo para a criança sentar-se de outra forma, mas será um ganho enorme em termos de saúde para os pequenos.

Quando a criança assume predominantemente a postura em “W”, essa escolha pode vir a gerar problemas nos ossos e na musculatura. Tudo porque os quadris ficam no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros (no próprio quadril, nos pés e nos joelhos). Essa posição favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares, particularmente nas partes posterior e interna das coxas e na panturrilha. A postura em “W” também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo um desalinhamento da cabeça do fêmur e rotação interna da tíbia (osso entre tornozelo e joelho).

Soma-se ainda um comprometimento da coordenação motora, pois para um bom e preciso movimento dos membros  inferiores e superiores (especialmente o movimento fino e meticuloso das mãos) é preciso um equilíbrio do tronco, que pode vir a ser afetado se a criança não desenvolver essa firmeza e estabilidade desde pequena, habilidades não estimuladas pela posição em dáblio.

O que os pais e os cuidadores de crianças podem fazer?

1 – As crianças devem ser estimuladas a mudar a posição e chamadas à atenção para corrigirem a postura sempre que a posição em “W” for a preferencial.

2 – Fornecer estímulos táteis para as mãos, que não se encontrem na frente dos pequenos,  também os ajudam  a modificar a posição por si mesmos.

3 – No caso de bebês que estão começando a se sentar e ainda não entendem tão bem a linguagem verbal, você pode ajudá-los a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-os, por exemplo, para a postura de pernas cruzadas, ou outra postura conveniente à atividade que esteja sendo desenvolvida.

4 – Em se tratando de crianças com disfunção neuromotora, esse cuidado deve ser ainda maior, pois, diferentemente dos demais pequenos, elas não se sentam assim por hábito, mas porque essa posição realmente parece mais possível para as limitações que possuem. E, por possuírem de fato uma patologia, o comprometimento motor e físico pela postura errada pode ser ainda mais grave. Logo, essas crianças precisam ser mais estimuladas a manter posturas mais corretas e saudáveis.

5 – Seguem imagens de outras posições que o seu filho poderá usar para se sentar com mais segurança:

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Reprodução Assistida e Muito Desejada

O desejo de ser mãe e poder gerar em seu ventre seu próprio filho é um anseio de grande parte das mulheres. No entanto, a realização desse sonho nem sempre acontece de forma natural. Para muitos casais heterossexuais com problemas de infertilidade, casais homossexuais femininos ou mulheres que desejam produção independente, há a necessidade de se recorrer à reprodução assistida. Esse recurso reprodutivo da medicina pode ser dividido em dois grandes grupos: os mais simples que ocorrem dentro do corpo da mulher (coito programado, inseminação intrauterina), e os mais complexos e modernos que ocorrem fora do corpo feminino (fertilização in vitro, o qual também dispõe de diversas técnicas).

Nessa seara de opções de reprodução assistida chegamos à melhor opção: a modificação, no mês passado, da Resolução Normativa por parte do Conselho Federal de Medicina que autoriza mulheres acima de 50 anos de idade a realizar procedimentos de fecundação assessorada. É claro que essa liberação não é indiscriminada. Para que ocorra, é preciso que o tratamento esteja condicionado à fundamentação técnica e científica e que médico e pacientes assumam os riscos em termo de consentimento livre e esclarecido. Mas, mesmo com essas condições, mais uma porta se abre para aquelas mulheres que ainda acalentam o sonho de ser mãe pela primeira vez, ou mães novamente. E isso é muito bom!

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Foto: Pinterest

Afinal, se a mulher está em boas condições de saúde aos 50 e poucos (ou muitos) anos (fato cada vez mais comum em nossa sociedade) porque não tentar? Não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas. E se, por motivos dos mais variados, a gravidez ainda não aconteceu, ou se quer repetir a dose, é muito bom que a medicina esteja trabalhando para possibilitar que tenhamos não somente uma vida cada vez mais saudável e longa, mas também que possamos usufruir dessa maior quantidade de dias plenamente – através da realização dos nossos desejos – sem ter tanto a restrição com os limites orgânicos. Tomara que um dia possamos ser assim como os homens, e consigamos gerar filhos sem ter tanta preocupação com o passar ininterrupto (e às vezes cruel) dos relógios cronológico e biológico.

A proibição da customização de itens infantis

Customizar se tornou a palavra da moda ultimamente. Este verbete, ainda pouco encontrado em dicionários nacionais impressos de Língua Portuguesa, já virou termo comum em quase todas as áreas e muito recorrente no nosso dia a dia. Mas, o que significa? Em linhas gerais esse termo, vindo do inglês, significa personalizar, adaptar ou adequar algo de acordo com o gosto ou a necessidade de alguém. Inclusive, o gosto é motivador principal da customização, visto que o grande objetivo, na maioria das vezes, é tornar um objeto único e exclusivo, o que tem muito mais relação com preferência e diferenciação do que com necessidade.

Não tenho nada contra a customização, pois, sendo uma profissional que atua na área da moda, acho interessante personalizar alguns itens para exprimirmos nossa personalidade e estilo. No entanto, acredito que devamos ter critério e cuidado ao decidirmos singularizar alguns objetos, especialmente aqueles que não serão utilizados por nós, mas sim pelos nossos filhos e/ou outras crianças com as quais convivemos ou trabalhamos.

É por isso que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) publicou uma portaria no último dia 15/10 proibindo a confecção, importação, distribuição e comercialização de chupetas, mamadeiras e bicos de mamadeiras customizados em todo o território nacional.  Ou seja, estão terminantemente proibidas quaisquer alterações dos produtos originais (colocação de itens decorativos – miçangas, pérolas, cristais – adesivos e alteração da cor do produto) que foram aprovados pelo mesmo órgão.

Essa decisão visa evitar acidentes infantis que podem vir a acontecer quando partes pequenas colocadas em chupetas ou mamadeiras se soltam (ou são arrancadas pelas próprias crianças) e possibilitam o risco de serem facilmente engolidas pelos pequenos. De acordo com o Ministério da Saúde, a sufocação é a terceira maior causa de morte de crianças de zero a 14 anos de idade, perdendo apenas para acidentes de trânsito e afogamentos.

É importante lembrar também que há mais riscos nesses enfeites: as colas usadas para fixar tais objetos são tóxicas e ficam muito próximos à boca e nariz das crianças; e eles dificultam a devida higienização das chupetas e mamadeiras.

Logo, a medida tomada pelo INMETRO é excelente! Todavia, me parece insuficiente. Se fizermos uma busca pelo Google, encontraremos diversos outros objetos de uso infantil (especialmente os feitos para bebês meninas) customizados que apresentam os mesmos (ou muito parecidos) inconvenientes como: prendedores de chupeta, sapatos, tiaras, pentes e escovas de cabelo, roupas, kit higiene. Outro item que costuma ser feito artesanalmente e às vezes possui contas e outros objetos pequenos são móbiles de berço, que ficam justamente sobre a cabeça da criança, e não temos como garantir quão seguros e bem feitos eles são.

itens perigosos

Portanto, a proibição do que pode ou não fazer parte do quarto e do conjunto de objetos de uso das crianças cabe a nós adultos que cuidamos delas, bem mais do que ao INMETRO ou qualquer outro órgão.  E que esse e outros órgãos voltados à prevenção de acidentes sejam apenas mais uma ferramenta de auxílio à padronização da segurança infantil, que deve ser nosso real estilo, gosto e necessidade.

O uso de bolsa térmica nos seios

Na semana passada, postei no Instagram um modelo de bolsa térmica para seio. Para aqueles que não conhecem, essa bolsa térmica funciona de forma muito próxima a qualquer outra bolsa térmica existente no mercado, tendo como diferencial o formato que cobre a mama. Existem várias marcas que produzem esse item como Avent, Mercur, Termogel, Sanity, Nuk e TheraPearl Lansinoh .

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Ela pode ser usada morna (para estimular o fluxo de leite antes da amamentação) ou gelada (para aliviar a dor e o inchaço nos seios, e até mesmo diminuir o fluxo de saída do leite). Dependendo da marca, podem ou não ir ao forno micro-ondas e ao freezer.

No entanto, o uso dessas bolsas que prometem alívio para as lactantes não é recomendado por todos. Alguns especialistas desaconselham a utilização porque dizem que a mesma pode provocar queimaduras, independente da temperatura. O Banco de Leite Humano do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), por exemplo, recomenda o uso de compressa fria para as mães portadoras de HIV ou as que por alguma razão não vão amamentar, com fins de inibir a lactação. Já a compressa morna não é indicada pelos profissionais do Banco em nenhuma situação.

Para as mães que estão amamentando e estão com o leite empedrado, eles sugerem que se faça massagem e tire o leite, coloque o bebê mais vezes para amamentar em livre demanda e que se note se o neném está pegando na auréola da forma correta. Segundo os mesmos especialistas, a compressa morna aumenta a produção de leite, por este motivo as mães que estão com leite empedrando por conta da grande produção láctea não devem usar este tipo de compressa.

mamareOutra opção existente no mercado (somente fria e não dirigida a todo o seio) é o Mamare, um disco a base de gel que, segundo a indústria produtora e algumas mães que experimentaram, oferece proteção (física) aos mamilos durante a gravidez e/ou amamentação. É absorvente, transparente, oferece frescor e alívio e ajuda a mãe que amamenta a relaxar. Ele absorve o excesso de líquido, reduzindo o amolecimento da pele saudável do mamilo. Oferece ajuda extra para amortecer e proteger contra fricção nos mamilos e a forma de seu disco permite que fique perfeitamente acomodado dentro do sutiã sem precisar de proteção complementar. A sua desvantagem (não falada pelo seu fabricante, por motivos evidentes) é o valor do produto, em torno de R$65,00 e duração de uma semana.

Como Baby Organizer tenho a missão de mostrar às gestantes e mães as opções existentes, os recursos e tecnologias disponíveis para melhorar a qualidade de vida delas e dos seus bebês.  Porém, não cabe a mim dizer o que cada uma deve fazer. O que recomendo para as mamães que ficaram curiosas e interessadas, mas ao mesmo tempo com dúvida sobre qual das possibilidades optar, é que conversem com o(a) obstetra que a acompanha ou com o(a) pediatra do seu bebê, para que eles te aconselhem a usar aquilo que mais se adapta às suas necessidades. Acredito que com o uso correto e com a orientação de um médico que cuida de você, todas as bolsas em gel aqui apresentadas podem tornar o ato de amamentar mais fácil e prazeroso.