O Caminho da Moda para as Índias

Continuo sumida do Blog. Como já havia explicado para vocês no último Post, escreveria quando me sentisse inspirada. Ando lendo muita coisa, assistindo muitos filmes, e pensando bastante sobre tudo o que tem preenchido meu tempo livre. Nessas buscas por mais conhecimento profissional e pessoal, me deparei, no Blog da Oficina do Estilo, do qual gosto bastante, com uma matéria interessante sobre descarte das nossas roupas.

Pouco pensamos nessa parte do processo de se vestir. Nos preocupamos com o que comprar, onde, quanto pagar, como combinar e até, às vezes, pensamos rapidamente sobre como nos livraremos das  peças que não queremos mais. Esta última preocupação, quando existente, é solucionada rapidamente, com a ida da vestimenta para a doação, e na tendência atual, a venda ou a troca. Possibilidades ruins? De forma alguma, todas legítimas e viáveis. Porém, mesmo depois de doadas, vendidas ou trocadas, essas peças continuam existindo e em algum momento vão para o lixo… E é nesse ponto que nossa preocupação e raciocínio param. Infelizmente, do ponto que talvez devesse se iniciar.

Ainda bem que para alguns a inquietação não para nesse ponto. E são eles que nos ajudam a refletir profundamente sobre esta questão. Um bom exemplo disso é o documentário muito interessante chamado Unravel, que explica o processo de reciclagem de roupas que acontece na Índia, depois que as mesmas são rejeitadas no Ocidente. Afinal, esse país não é feito só de Maya(s) e Raj(s), como apresentados na novela “Caminho das Índias“.

Embora curto, o documentário é bastante instigante e nos leva a refletir sobre roupas, uso e desuso, e também sobre pessoas, suas diferentes culturas e padrões de consumo, como nos mostra o vídeo e a entrevista com uma indiana que é uma das produtoras do mesmo, ambos os materiais podendo ser vistos aqui. Cabe destacar ainda, que o documentário mostra um pouco dessa realidade, mas não toda, o que abre espaço para ainda mais indagações… Pois, de certo, todas as roupas do mundo não param na Índia, mas ainda assim, não parecem ter um destino melhor que seria possível. Sem contar as questões trabalhistas e humanitárias relacionas à função desempenhada por essas indianas nas indústrias de reciclagem, também não contempladas no vídeo, porém, impossíveis de serem desconsideradas ao assistirmos o vídeo e lermos a reportagem.

Ao trazer esse material para o Blog, quero convidar você que me lê, e a todos nós que nos vestimos a pensar também nessas questões. Afinal, em algum momento essas peças terminarão sua vida útil e onde terminam? Como terminam? Quanto tempo duram no nosso ambiente? Quanto tempo demoram para se decompor?

Talvez, ao pensarmos nessas perguntas e em tudo o que é dito na entrevista e visto no documentário, consigamos entender que ninguém aqui está sugerindo que andemos nus, mas que também não precisamos inundar outros países com nosso lixo excessivo. Se descartamos tanta roupa (em sua maioria em bom estado), será que realmente precisávamos de tanta coisa? A não produção de lixo é um devaneio, mas será mesmo que cem mil toneladas de roupas desprezadas expressam a nossa necessidade no vestir?

Torço que consigamos um dia fazer um caminho para as Índias diferente do que temos feito desde as grandes navegações europeias, com o intuito de explorar, lucrar e nos livrarmos lá, dos nossos problemas daqui. E que neste novo caminho, de mão dupla(!), consigamos, então, esclarecer as diferenças culturais e nos conhecer uns aos outros, coisa que apesar de viagens constantes de pessoas e/ou objetos, como bem mostrado nos materiais acima citados, desde o século XV ainda não obtivemos êxito.

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Ano Novo: Estilo e Organização Renovados

Andei bastante sumida nos últimos meses do Blog. E essa ausência se deu por vários motivos: alguns bons como realização de novos cursos, estudos por conta própria, trabalho… Outros nem tanto. Doença, perda de pessoas queridas, cansaço, calor!!!

E esse período de afastamento do site e das redes sociais me fez ver que existem momentos em que precisamos parar para pensar e criar (ou adaptar) algumas direções. Sim, todos nós precisamos e devemos fazer isso com certa regularidade. Inclusive e principalmente, aquelas pessoas que trabalham com organização e consultoria de imagem como eu. Se minha função é entender a necessidade de outra pessoa, levá-la a um autoconhecimento e ajudá-la a facilitar a própria vida, seja tendo tudo mais organizado ou um guarda-roupa coerente com quem se é, eu preciso também estar com a minha percepção sobre quem sou e sobre as minhas necessidades sempre tinindo.

E ao fazer isso me atentei para muitas coisas que compartilho com vocês neste último dia do ano:

  1. A organização e o planejamento devem ser soluções, não problemas. Quando criei o Blog escrevi um Post dizendo como o mesmo funcionaria e a frequência de posts que publicaria semanalmente. Depois me vi sofrendo por não dar conta do que havia planejado. Foi quando percebi o quão exigente estava sendo comigo mesma, além de tola, ao esquecer que a organização e o planejamento têm que trabalhar a meu favor e não contra mim. Se você se programou para fazer alguma coisa e por motivos diversos não conseguiu é hora de rever prioridades, estabelecer novas metas, e se reorganizar. Poucas coisas são definitivas na vida e as que não são não precisam se tornar. Portanto, utilize a organização como ferramenta par melhorar a vida e não como algema.
  2. Pessoas organizadas conseguem aproveitar melhor seu tempo, mas ainda assim não fazem tudo o que desejam. Eu por exemplo não dou conta de fazer tudo o que gostaria, não porque falte ordem e planejamento, mas simplesmente porque falta tempo mesmo. O dia só tem 24 horas e os meus desejos e anseios são infinitos. Como diz Djavan, “Nem que eu bebesse o mar encheria o que eu tenho de fundo”. Portanto, sempre faltará tempo.  E por mais organizado que se seja não conseguimos mudar isso. Às vezes é preciso entender que, para darmos conta de tudo o que desejamos, precisamos fazer algumas ações com menos frequência do que gostaríamos. Porém, acho que o importante é não deixar de fazer o que nos dá prazer. Ainda que em doses homeopáticas.
  3. Inspiração não vem quando a gente quer. E para escrever aqui no Blog, mais do que vontade é preciso estar inspirada, ter propósito, conteúdo de qualidade. Escrever por escrever não vale a pena. É bacana entender que tem dias nos quais as coisas simplesmente não funcionam como gostaríamos.  E saber que não precisa se desesperar. Vai passar e daqui a pouco melhora e a inspiração (ou aquele outro sentimento ou habilidade que estamos precisando) volta!
  4. Estamos mudando a cada dia e isso não necessariamente é ruim. Apenas precisamos estar muito atentos a nós mesmos para percebermos essas modificações que acontecem. Quanto mais vigilantes estivermos com nossas necessidades e limites, melhor lidaremos com as situações que aparecerem na nossa vida. Um curso novo (como os que eu fiz), conversas, filmes, música, entre tantas outras coisas podem provocar transformações em nós muito significativas. E aí, basta apenas irmos redesenhando os nossos passos, buscando sempre aquelas coisas que agora nos representam melhor e nos auxiliam a vida.

Portanto para 2016, a mudança é que o Blog continuará com os seus temas, só que com a frequência possível. Não prometo datas certas, nem números determinados de posts. Contudo, estarei aqui sempre que estiver inspirada para compartilhar um pouco do que estudo, aplico e vejo no meu dia a dia e no meu trabalho.

E para você que me lê, desejo um Ano Novo cheio de possibilidades: com organização sem amarras, e com muito estilo, o seu é claro, o qual (assim como tudo nessa vida) estará em constante movimento e evolução por todos os dias que virão. Que em 2016 possamos estar sempre nos reencontrando conosco, com a nossa melhor versão!

Considerações Sobre o Armário Cápsula

Hoje vou falar sobre a moda na moda: o armário cápsula, uma tendência que vem invadindo os guarda-roupas pelo mundo afora. Para quem não conhece, segue uma breve explicação: essa prática consiste em reorganizar as roupas que você já tem (e comprar poucas coisas que sejam necessárias) para montar um closet compacto que será usado por toda a estação. Então, a cada 3  meses você escolhe um número determinado de peças (que podem ser 37, 40, 33 ou até 17!!) e fica todo esse período somente utilizando essas roupas. Mas, é óbvio que o ideal é que não passe de 50 itens, visto que a proposta é ter e consumir menos.  Nessa conta não entram roupa de dormir, de ficar em casa, de academia e nem acessórios. Mas os sapatos ficam na cápsula, então, não vai dar mais para virar uma centopeia. Outro ponto importante é que as roupas que não são da estação ficam guardadas fora do alcance de visão e serão recuperadas somente quando o clima estiver pedindo e o trimestre já tiver passado.

 Para maiores detalhes dessa prática sugiro os seguintes Blogs: o Unfancy que é da “propagadora da ideia” na atualidade, a Caroline (o inconveniente para alguns é que o site é em inglês) e o Teoria Criativa, no qual a Gabi além de falar sobre o miniarmário mostra as suas escolhas da estação.

Embora já soubesse desse movimento antes, só me interessei em falar sobre ele agora, depois que suas entusiastas já o utilizaram por volta de um ano ou um pouco mais e começaram a ter algum resultado. No geral, as adeptas do movimento dizem que descobriram que podem viver com bem menos do que imaginavam, que se sentem mais felizes agora (e com mais roupa do que antes quando tinha armários lotados) e que tem valido muito a pena fazer a compactação do vestir.

Não tenho dúvida. Conseguir passar três meses usando 37 itens deve ser mesmo comemorado. E acho a Idea de ter um armário-cápsula louvável! Adoraria que o mundo conseguisse reduzir o consumismo em moda a ponto de ter menos e aproveitar melhor o que se tem. Mas é aí que mora o principal defeito, ou o Calcanhar de Aquiles dessa filosofia: ela não é nada fácil de ser colocada em prática.

Para atingir esse grau de ter uma quantidade limitada de peças e passar três meses sem comprar nada a mais para a estação vigente (a não ser que aconteça algum acidente com alguma peça) é preciso ter um autoconhecimento profundo. Saber o que fica bem em você, o que combina com o que, quais cores escolher, sua rotina de atividades em cada época do ano… Se você consegue fazer isso com facilidade e sem precisar de ajuda, não entendo porque tinha um mundo de roupas. Puro consumismo? Talvez.

Para além das das minhas incompreensões, conseguir seguir todas essas diretrizes sem o risco de se perder, se pasteurizar e ficar sem estilo é um grande desafio. Por isso, sugiro que as pessoas que quiserem seguir a tendência façam anteriormente um profundo estudo sobre si mesmas, sobre a sua região (o clima é assim tão definido onde você mora?), sobre a frequência de lavagem de roupa (não dá pra ter 5 blusas no armário de verão se você lava as roupas quinzenalmente), sobre seu local de trabalho (trabalha em um ambiente com ar refrigerado super potente?) entre outras reflexões para poder dar início à empreitada. E desejo muito sucesso e boa sorte. Confesso que também tentarei entrar nessa onda, mas proponho que a sigamos sem paranoia, ok? Vestir-se tem que ser um prazer e não um momento diário de tortura. E não precisamos fazer isso porque está na moda, porque várias pessoas estão fazendo, mas porque simplesmente  esse exercício ajuda e muito nossa compreensão sobre nós mesmas (sendo feito com menos amarras na Consultoria de Imagem), além de melhorar a aparência e organização do nosso guarda-roupa.

Ah e só mais uma coisinha: se a sua ideia é mesmo ter menos e fazer um consumo consciente, coloque na sua cápsula todos aqueles itens considerados “fora da conta”. Pois não vejo sentido em você ter menos roupas de lazer e trabalho e milhares de roupas de dormir, de ir malhar, acessórios, etc. Menos é menos, então já que é pra mudar a forma de encarar o mundo fashion e o consumismo, que tudo o que é de vestir seja em quantidades realmente adequadas a nossa estação, guarda-roupa, bolso e consciência ambiental. Ainda que passe um pouco de 37 😉 .

Para quem prefere vídeos: Querido Click por Nina Paiva.

Quando investir e quando economizar em roupa

Nessa época de vagas magras, principalmente, ficamos nos perguntando sempre: em quais peças de roupa podemos economizar? No que devo investir mais dinheiro, nos modelos básicos ou nos mais estilosos?

A maioria das pessoas que trabalha na área da moda vai dizer que você deve pagar mais caro nas peças básicas do guarda-roupa, pois elas serão usadas por mais tempo, são a base do armário e precisam ter melhor qualidade, visto que serão mais usadas.

Há quem diga, no entanto, que você deve pagar mais caro na roupa que representa o seu estilo, e pagar menos pela roupa básica, que só serve como complemento, pano de fundo para aquelas peça que realmente te traduzem.

Eu digo que ambas as afirmações acima citadas são verdadeiras e que cada caso é um caso. Não tem como adotar nenhuma das duas máximas como regra para todo mundo. Para uma pessoa clássica ou elegante, a primeira opção é a mais adequada. Já para alguém dramático ou criativo não faz sentido gastar fábulas em uma calça jeans escura reta se isso é apenas figuração no look. Vale mais gastar um valor maior em uma blusa, calçado ou acessório que cause o impacto desejado.  E vamos combinar: peças realmente vistosas e diferenciadas não são baratas e nem facilmente encontradas em lojas Fast Fashion.

 A decisão de qual roupa merece maior investimento vai além até do estilo da pessoa. O tipo de corpo também determinará esse tipo de escolha. Dependendo do volume de quadril de uma mulher, por exemplo, uma calça de pior qualidade vai deixá-la sempre com aparência de “mulher fruta”, mesmo que seu modelo seja flare ou reta, o que pode não ser o interesse. Uma mulher com muito seio, se não investir em blusas boas pode ficar com mais volume no busto do que já tem ou com o que chamamos de aparência de monosseio.

O que quero dizer é que caimento, corte e tecido são colaboradores na melhora da silhueta e devemos nos ater a isso também quando ficamos em dúvida sobre em que pagar mais. Provavelmente, a parte do seu corpo que mais te incomoda será aquela que deve receber peças melhores, pois elas é que ajudarão a disfarçar os pequenos defeitos.  Isso sem falar em outros itens que podem ser de primeira necessidade em termos de alto investimento: calçados (para quem tem problemas ortopédicos ou trabalham muito tempo de pé), lingerie (que ajudam a dar uma ótima afinada na silhueta, valorizar o busto, não marcar sob a roupa, levantar a autoestima).

Portanto, reflitam bem sobre o que é mais importante para vocês no que se refere ao seu estilo, corpo, ambiente de trabalho, meio de locomoção e só então, em cima das necessidades e características individuais, decidam o que deve ser de melhor qualidade e mais caro, e o que pode ser comprado mais baratinho mesmo e ainda assim vai garantir um bom efeito.

caro barato

Vem chegando o verão…

O verão é a estação mais quente do ano e também uma época associada a paixões, diversão, melhor aproveitamento da vida (visto que a maioria dos países tem nessa estação seu período mais longo de férias), como retratado na música que é apresentada em clipe no final do artigo.

Sempre que penso no verão, e no calor intenso que faz aqui nos trópicos, em particular no Rio de Janeiro, me vem à mente a água que usamos para refrescar e aplacar um pouco dessa quentura do corpo. E nesse quesito, não podemos reclamar: nosso estado possui praias, cachoeiras, clubes, piscinas que nos ajudam a ter um pouco mais de conforto térmico.  Por isso mesmo, devemos ter sempre uma peça de banho bem feita e em bom estado para podermos fazer bonito ao desfilar nosso corpo mais desnudo por aí.

Algumas pessoas dão menos importância à roupa de banho, pois não costumam usá-la muito, às vezes somente nessa estação, ou acham que é muito pouco pano para se preocuparem e investirem um pouco mais, e acabam se contentando em comprar qualquer peça. Mas é aí que mora o perigo: a moda praia, de todas as roupas que usamos, é a que menos cobre nosso corpo. Portanto, é a mais perigosa, independentemente se estamos lindas, com tudo no lugar, ou se temos aqueles defeitinhos aqui e ali. Pois, para qualquer pessoa, a escolha do biquíni/maiô certo pode valorizar e destacar o que temos de bom ou evidenciar (e às vezes criar) detalhes que não abonam nossa silhueta.

Além disso, essas peças também seguem tendências, e manter um mesmo modelo de roupa de banho por muito tempo (se não for um modelo clássico ou se você não gostar da pegada vintage) pode deixá-la parecendo desatualizada e/ou mais velha do que realmente é. Todavia, vale ressaltar que mais do que estar na moda, é preciso estar vestida de forma condizente com seu estilo, o que também cria a necessidade de pensar e dedicar um pouco mais de tempo (e dinheiro) na seleção dessa roupa.

E o que vai ser moda nesse verão? Bem, em 2016 os modelos que estarão desfilando por aí serão os seguintes:

Biquínis

  • Cortininha em cima e com laço embaixo: Modelo ultra clássico, que por isso mesmo continuará em alta.formatos-de-biquínis-1
  • Hot Paints: calcinhas mais altas, que lembram o estilo das pin ups. Moda-praia-tendencias-biquini-maio-verao-hotpants
  • Tops maiores: influenciados pela onde esportiva, os tops de ginástica chegam à moda praia. E claro, como são mais comportados geram mais conforto, sendo ideais para a prática de esportes aquáticos ou para mães de crianças pequenas, por exemplo, que nem sempre se sentem à vontade com partes de cima mais nuas.xmoda-praia-veja-as-tendencias-do-spfw-verao-201625-thumb-570.jpg.pagespeed.ic.IAmDNxJEVp

  • Neoprene ou 3D: Tem vindo de mansinho, desde o verão passado e parece que vai continuar aparecendo neste ano.biquinineoprene2
  • Calcinha Ripple: É famoso por ter a fama (e segundo dizem o poder) de “levantar o bumbum” ou ao menos causar essa impressão. Nem precisa explicar muito o porquê de continuar como tendência. santalina_calcinha_ripple
  • Acabamento com crochê colorido: essa é a grande aposta do verão 2016. Criado por uma estilista turca, esse modelo tem sido usado por diversas celebridades e tem tudo para emplacar, visto que possui esse ar Boho que já está super em alta na moda do dia a dia. Logo, não assusta que o mesmo também circule pelas  areias e piscinas.biquini.jpg7 (1)

    Maiôs:

     

  • Engana mamãe: continua na moda. Estão apenas mais criativos.trend-de-maio-para-verao-2016-7f
  • Asa delta: sabe aquele clássico dos anos 80? Pois é, ele volta com força também, só que revisitado.

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  • Linhas e recortes: Estarão presentes tanto em biquínis quanto em maiôs criando belos grafismos. biquini-3

 

Para fechar com chave de ouro: Marina e “Uma noite e meia“.

Fotos: Pinterest

Um Novo Estilo a cada Dia

O Post de hoje foi feito a pedido de uma leitora do Blog. Ela solicitou que eu escrevesse sobre um comportamento que  costuma ter de acordar cada dia com um estilo diferente, ou seja, se vestir de acordo com seu estado de espírito. Achei o tema bem interessante!

Para falar sobre esse assunto, é preciso dizer que existem 7 estilos: Tradicional (ou Clássico), Elegante, Esportivo (ou Natural), Romântico, Sexy (ou Sensual), Criativo, e Dramático (ou Moderno).

Partindo dessa premissa, fica a pergunta: o que leva uma pessoa como a minha leitora a acordar cada dia de um jeito e com vontade de se vestir de forma diferente? Seguem algumas possíveis explicações e reflexões sobre a questão:

  1. A maioria das pessoas  possui até 3 estilos: um  que costuma ser predominante, e dois coadjuvantes. Porém, pode haver um equilíbrio maior entre eles, sem que isso seja um grande problema. Portanto, às vezes você acha que acorda cada dia querendo se vestir de um jeito, mas na verdade, você alterna entre seus três estilos (e não percebeu isso).
  2. Muitas pessoas que se vestem a cada dia de um jeito podem não conhecer seu próprio estilo. Daí, tudo o que elas veem e acham bonito, acham que lhes convêm. E não é verdade. Tem roupas, calçados e acessórios que acho bonitos mas que não combinam comigo, que não têm a ver com o que eu sou. É preciso saber diferenciar isso.  Nem tudo que é bonito nos traduz e nos representa. Portanto, ao se vestir a cada dia, pense se  a roupa que escolheu traduz quem você é, ou você veste só porque te agrada aos olhos.
  3. Seguir a moda  pode nos levar a vestir roupas de tudo que é jeito. Com a enxurrada de informações sobre a peça que está em voga,  que  muda a cada estação, e a massificação de tendências nas araras das lojas, fica realmente complicado ser estilosa. É preciso ter clareza do que gosta de usar e não se deixar influenciar pelo que é ditado pela moda, absorvendo somente aquelas novidades que enriquecem e não confundem sua forma de se vestir.
  4. É bom esclarecer: dentro de um mesmo estilo dá para variar muito e de acordo com o humor. Se faço o tipo romântico e estou meio para baixo, posso usar calça, camiseta e tênis e continuar sendo romântica (a referência estará na estampa, cor, tecido, caimento, modelo, etc.). Já se estou me sentindo maravilhosa, provavelmente usarei um vestido e um calçado de salto que terão referências ao romantismo. Cuidado com o estereótipo. Às vezes você pode estar achando que varia muito o seu modo de vestir simplesmente porque não  está percebendo os detalhes das suas roupas que se direcionam para um mesmo gênero e apenas se apresentam de forma diferente.
  5. O estilo varia conforme a ocasião. Ou seja, dá pra ir da feira à festa Black Tie mantendo o mesmo estilo, mas é claro, adaptando-o às diferentes situações. Talvez você esteja confundindo ajuste do seu estilo aos diferentes eventos sociais com se vestir a cada dia de um jeito.
  6. O seu estilo predominante pode ser criativo e isso explica essa sua alternância de modos de se vestir. A pessoa criativa causa a impressão de não ter um estilo definido porque quem comanda suas escolhas é o humor do dia. Esse tipo de pessoa gosta do tudo junto e misturado, então precisa ter um pouco de tudo.
  7. Não há crime em se vestir de acordo com o humor ou o estado de espírito. Se isso não estiver te incomodando, continue. Mas, se você achar que essa forma de se produzir não está te agradando, está fazendo com que tenha dificuldade para se arrumar ou tem feito com que compre roupas que não consegue usar e combinar, está na hora de definir melhor seu estilo. Eu acho bacana ter uma aparência definida porque considero que isso dá personalidade. Mas, a sua personalidade pode ser eclética, com tudo junto e ao mesmo tempo agora. O importante é descobrir quem você é e escolher roupas que traduzam a sua essência.

Cores da Estação Primavera-Verão 2016

“Eu ando pelo mundo

Prestando atenção em cores

Que eu não sei o nome

Cores de Almodóvar

Cores de Frida Kahlo

Cores!”

Esquadros, Adriana Calcanhoto

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou completamente apaixonada por cores!! Deve ser por isso que uma das minhas primeiras preocupações, quando começa o burburinho sobre as tendências de moda na próxima estação, é o conjunto de cores que fazem parte da temporada. Além, é claro, aprender o nome daquela cor fashion que você sempre chamou de um jeito e agora todo mundo chama de outro… 😉

Mas quem escolhe as cores da moda? Nem imagina? Pois eu vou te dizer: são os grandes fabricantes de corantes do mundo. Elementar, meu caro Watson! Eles realizam acompanhamento de preferências do mercado em relação a cores e estudos sobre a disponibilidade mundial de corantes. Então, duas vezes ao ano, na Europa e nos Estados Unidos, esses grupos se encontram para conferências, as quais resultam em uma paleta de cores que servirá como tendência para a indústria da moda e para outras áreas como decoração, cosméticos, e pasmem, até automóveis! E essa previsão ocorre com até 24 meses de antecedência à estação para qual a paleta se destina. (Fonte: Inventando Moda, Doris Treptow).

Logo, a tendência de cores não tem nada de tão natural e espontâneo assim. É fruto de uma junção de fatores e de um trabalho bastante prático e objetivo. E saber disso, para mim, faz muita diferença. Pois antigamente, eu achava que precisava ter e usar todas as cores que estavam na moda. Mas desde que tomei consciência sobre moda e estilo de verdade, descobri que as cores da estação somente demonstram o que essas cabeças do ramo de tintas e corantes pesquisaram para serem “As Cores”. E que ninguém precisa ter peças nesses tons. Até porque, existem cores que combinam com nossa coloração pessoal e nos favorece, assim como existem cores que nos deixam com uma aparência apagada, cansada ou até envelhecida!

Logo, o ideal é conhecer as cores que estão em alta, ver quais delas te agradam, agregam ao seu estilo pessoal, atualizam o seu closet e conversam com o resto que tem nele. E investir em peças mais caras somente daquelas cores que te deixam linda e que sejam menos fugazes, ou seja, mais atemporais e que dialoguem melhor com seus outros modelitos.

Quer muito ficar na moda? Compre peças mais baratas (e em pouquíssima quantidade) nas cores da temporada que te enjoarão em breve, ou que são menos versáteis. Vale também comprar acessórios nessa paleta, que são mais em conta e têm, ao menos na teoria, chances maiores de ter uma sobrevida no seu armário.

Tem uma cor linda na moda que não combina com seu tom de pele, mas que você ama? Tente novamente os acessórios, ou peças de baixo, como calça, saia, etc. E se tiver muito a fim de colocá-la em uma blusa, procure equilibrar o “prejuízo” causado pela cor com uma maquiagem que te deixe linda e alguns anos mais jovem, além de investir em algum item como colar, brinco, ou lenço, etc. usado bem próximo ao rosto em cores favoráveis.

O mais importante de tudo é não se deixar escravizar nem pelo ter (todas as cores que a moda dita) nem pelo não ter (e ficar aguada por não usar o que gosta mesmo que não te favoreça tanto assim).

Seguem então, as cores da primavera-verão 2016: branco, canela, amarelo, azul-índigo, rosa pálido e laranja-aceso. Qual delas é a sua preferida?

cores verão

A Nova Revolução Industrial: Impressão 3D

“Os homens inventam as máquinas. As máquinas reinventam os homens”

Marshall McLuhan

No post de sexta-feira passada, apresentei um breve histórico de como a produção de roupas e acessórios 3D começou a surgir na moda. Hoje trago uma breve reflexão sobre como anda a comercialização desses itens e as possíveis consequências advindas dessa nova forma de produção.

No que se refere à compra e venda, já é possível adquirir alguns itens de moda impressos em 3D. É claro que o valor ainda é bastante alto.  Contudo, com o avanço na produção dessas impressoras e o consequente barateamento dos modelos anteriores, em breve será possível que uma boa parte da população tenha uma impressora 3D em sua casa, ou que esse serviço se transforme em lugar comum.  O processo de popularização dessa tecnologia deverá ser bem parecido ao que aconteceu com o microcomputador e o telefone celular: há 20 anos eram artigos “de luxo” e privilégio de poucos. Hoje em dia, todo mundo tem pelo menos um aparelho de cada, ainda que não seja dos mais custosos e modernos.

Logo, podemos vislumbrar para um futuro próximo a possibilidade de criarmos as roupas exatamente como desejamos, nas cores, modelos, tecidos, caimentos que quisermos. Não seria o máximo? Ou para os menos criativos, poder copiar roupas e acessórios que vimos e gostamos e que são muito caros ou que não nos serviram por algum motivo. Seria um grande sonho…

Sonho, que pelo menos nos EUA já começa a ser realidade. Quem saiu na dianteira em termos de produção e venda foi a Build Shop, sediada em Los Angeles, que, dentre outros itens, produz bijuterias impressas em 3D. Para se ter uma ideia, cada modelo de anel custa, em média, US$ 50 e leva 3 horas para ficar pronto. Para ficar mais próximo de uma joia, após a impressão, o acessório, que é feito em plástico, recebe um banho de metal nobre. Os modelos disponíveis de bijus já estão prontos em softwares, mas é possível você “criar” seu próprio modelo, o que naturalmente irá encarecer a produção, pois necessitará de um estilista, ou melhor, um designer para desenhar a peça em um programa para você.

Outras empresas americanas já estão indo no mesmo caminho, vendendo o objeto pronto ou o produto em arquivo digital para ser impresso em casa, tais como: Continuun, Openknit, Cubfy.

Mas será que tudo é bom nessa nova tendência produtiva? Creio que não. Poder fazer roupas e acessórios do modo que queremos seria sim incrível, mas devemos pensar que esse modelo contemporâneo de produção em moda pode vir a tirar, num futuro ainda distante, o trabalho de muitas pessoas que trabalham nesse setor, mas nas funções que exigem menor escolaridade, como costureiras e vendedores. Ou podem incentivar ainda mais um consumismo exagerado, ao conseguirmos maior facilidade de atender aos nossos caprichos e impulsos fashion com alguns poucos cliques no computador e na impressora. Onde vamos colocar no nosso mundo já superlotado todas as roupas e acessórios que imprimiremos? Se não damos conta de reciclar e descartar corretamente tudo o que produzimos e consumimos agora, será que daremos conta de mais um monte de produtos (e impressoras) a serem fabricados?

Posso estar sendo fatalista e dramática, mas considero necessário pensarmos sobre tudo de bom e de ruim que se ganha ao inserirmos essa tecnologia na nossa vida. Se a entrada das máquinas no lugar da manufatura na produção de produtos nos séculos XVIII e XIX criou a Revolução Industrial que modificou definitivamente a sociedade e a economia mundial (para o bem e para o mal), o avanço dessas novas tecnologias digitais deve novamente trazer transformações radicais e decisivas para todos. Só espero que as mesmas produzam menos desigualdade, menos escravidão ao tempo e ao trabalho, e menor desperdício dos nossos já escassos recursos naturais.

Observação: Por motivos técnicos e profissionais, o post de sexta-feira saiu hoje, no sábado. Peço desculpas aos leitores pelo atraso de um dia na postagem. Mas, como já os havia alertado: isso é vida real. 🙂

Para saber mais: Vídeo interessante com o início do programa “Mundo S.A.” do canal Globo News que tratou sobre empresas nacionais e estrangeiras que já estão produzindo diversos objetos em 3D. Para assisti-lo, basta acessar o link abaixo:

http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-documento/videos/t/outros-programas/v/mundo-sa-a-nova-revolucao-industrial-a-impressao-3d/4417756/

O Futuro já começou

A tecnologia digital surgiu no século passado e em pouco tempo revolucionou a indústria, a economia e a sociedade de um modo geral. Em menos de 100 anos a vida mudou radicalmente, e os anos 2000 chegaram bem mais evoluídos do que as pessoas do início do século XIX poderiam supor, porém bem menos avançado do que alguns escritores de ficção científica descreveram. Que o digam Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick, criadores do livro e do filme que se tornou um clássico – “2001: Uma Odisseia no Espaço”.

No entanto, algumas tecnologias imaginadas por esses inventivos autores vêm habitando a nossa realidade e trazendo o futuro para o agora. E uma das mais impressionantes, em minha opinião, é a impressão 3D.

A impressão 3D tem crescido muito nos últimos anos, e já se encontram variados tipos de objetos feitos por ela, como: fones de ouvido, próteses, exoesqueleto, instrumentos musicais, ferramentas, bicicletas, carros, tatuagem (nossa!) e até comida (pasmem!) . Porém, um dos que mais me interessa é seu uso na moda.

Um dos exemplos mais conhecidos foi a aparição de Dita Von Teese em Nova York com um vestido todo feito com uma impressora 3D, o qual foi desenvolvido pelo Studio Francis Bitonti, em parceria com o estilista Michael Schmidt. O vestido, sem tecido e composto por material sintético, foi construído com naylon em pó. O traje possui três mil peças articuladas divididas em 17 pedaços mais 12 mil cristais Swarovski aplicados após a impressão.

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 Fotos: http://www.maycon.com.br/ e http://swiatdruku3d.pl/

Há também o caso da israelense Danit Peleg que apostou no plástico para ser a primeira estilista a criar uma coleção toda impressa em 3D (produzida em casa!). Ela usou padrões geométricos e muita criatividade para criar seus modelos.

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Fotos: http://3dprint.com/

O biquíni N12 foi a primeira peça a ser produzida diretamente em uma impressora 3D e sair pronta para ser usada, diferente das outras que precisaram ser “costuradas”. Elaborada por Jenna Fizel e Huang Maria, da empresa Continuum Fashion,  esse biquíni é feito de nylon 12, material criado pelo processo de impressão no qual um laser derrete camada por camada de plástico com extrema precisão para criar o biquíni perfeito.

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Fotos:http://tanineri.com/

Outra equipe de criação de softwares para impressoras 3D também se preocupou com essa praticidade de não precisar unir as partes e realizou um desafio maior. Para imprimir um vestido, que é maior do que o espaço da impressora, a Nervous System criou um design para que a peça fosse impressa dobrada, e assim ocupasse menos espaço. Resultado; um vestido em apenas uma peça em nylon com 2.279 pequenos triângulos unidos por mini dobradiças. Incrível, não?

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Fotos: http://www.tecmundo.com.br/

Mas se você pensa que toda essa tecnologia está restrita aos estrangeiros, enganou-se. Pedro Lourenço foi o primeiro brasileiro a lançar uma coleção com acessórios de moda impressos em 3D. O estilista usou tecnologia Stratasys e consultoria da LWT, uma empresa parceira, para desenvolver e confeccionar colares. Essa coleção foi apresentada na São Paulo Fashion Week do ano passado.

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Fotos: http://www.gbljeans.com.br/

Sim, porque além de roupas, acessórios como pulseiras, colares, sapatos e bolsas também estão sendo criados com essas máquinas maravilhosas.

É, de fato o futuro já começou… E como ele nos acompanha, no próximo post falarei um pouco mais sobre o tema, ao relatar quem já está comercializando esses itens e que vantagem (ou desvantagem) nós levamos nisso.

Para os que curtem tecnologia: a seguir um vídeo da Nervous System sobre o vestido (em inglês, mas mesmo quem não domina o idioma consegue aproveitar a mídia, pois ela possui imagens bens ilustrativas de como todo o processo é feito).

A roupa e sua comunicação não verbal

Na última segunda-feira, dia 05/10, a apresentadora Xuxa Meneghel relatou em seu programa homônimo na TV Record um episódio bastante inusitado: que ela já foi confundida com uma prostituta em Nova York.  Essa constrangedora situação aconteceu quando ela andava pela Quinta Avenida em Manhattan juntamente com um homem bem vestido (identidade não revelada). Segundo a apresentadora, ao tentar entrar em uma daquelas lojas caras da avenida, foi impedida pelo atendente que informou que a loja se encontrava fechada. Ao perceber que ela estava acompanhada por um homem que trajava terno e gravata, o vendedor permitiu a entrada dela e do cavalheiro, obviamente. Xuxa disse que começou a olhar as roupas da loja e selecionar algumas peças. Ao chegarem ao caixa, o vendedor solicitou ao acompanhante da apresentadora o cartão para que a conta fosse paga. Foi quando ele explicou que quem pagaria a conta seria ela. O atendente, desconfiado, ligou para saber se o cartão da apresentadora tinha fundos. E, depois que viu que ela realmente possuía bastante dinheiro, quis até oferecer champanhe à mesma. Xuxa explicou que talvez sua roupa tenha sido a causa da confusão, pois, segundo a própria “… estava com uma calça toda rasgada, uma camisetinha e o cara achou que eu era tipo ‘Uma Linda Mulher’”.

Esse caso verídico é um bom exemplo de como a aparência transmite uma mensagem antes de qualquer palavra escrita ou falada. Pela forma como Xuxa estava vestida, ela foi vista como uma garota de programa.  É claro que a postura do vendedor foi preconceituosa e extremamente machista. Não o defendo, e não concordo com o tratamento dado a ela. Ele não tinha o direito de tratá-la de forma hostil.  Porém, ele tinha o direito de pensar o que ele quisesse, pois o pensamento, pelo menos esse deve ser livre. E vamos ser bem sinceros: quem nunca julgou alguém pela aparência, seja para o bem ou para o mal?  Que atire a primeira pedra aquele que nunca se deixou levar pela imagem.

Fazer um juízo de valor sobre alguém apenas se baseando na aparência é cultural e extremamente comum. Por isso mesmo, é tão importante estarmos atentos ao modo como nos apresentamos ao mundo diariamente. Gostando ou não, TODAS as pessoas ao nos verem estão criando uma opinião sobre nós, estão fazendo um julgamento. Ok, você vai me dizer que o importante é o conteúdo. Concordo plenamente! Mas será que é o seu conteúdo que as pessoas que pegam transporte público com você, que passam por você na rua ou no trabalho veem?

Se é somente o seu conteúdo o que importa, por que as maiores buscas de informação em termos de moda e código do vestir se dirigem aos trajes adequados para uma entrevista de emprego e o primeiro encontro com um pretendente? Porque no fundo, no fundo, o conteúdo só se aprecia com o tempo, depois que a “embalagem” já foi assimilada pelo convívio ou pela aprovação. Portanto, tenhamos mais preocupação com o que nossas roupas e aparência andam falando por aí (muitas vezes equivocadamente) sobre nós.

Para curtir: música tema do filme “Uma linda mulher”.