Como Lavar as Roupas dos Bebês

Organizar o quarto de um bebê que vai chegar é uma tarefa deliciosa! E uma das primeiras e mais importantes etapas dessa arrumação é a lavagem das roupas que o neném irá usar. E cabe destacar que quando eu digo roupas quero dizer todo e qualquer tecido que entrará em contato com a pele de seu filho! Então, estão inclusos jogos de cama, banho, roupas, babadores, lençóis de carrinho e bebê conforto, mantas, fraldas de pano…

Inclusive, as fraldas de pano, quando usadas no lugar das fraldas descartáveis, devem ser lavadas mais vezes (de 2 a 4 vezes) antes do uso, pois é depois dessas lavagens que ela perde a goma e se torna de fato absorvente.

Algumas mães ficam se perguntando: mas por que lavar tudo? Eu comprei e veio embalado num saquinho, ou já veio tão cheiroso… É preciso higienizar tudo porque, primeiramente, a pele do bebê é muito delicada, não possui proteção e desconhecemos possíveis alergias que a criança possa ter. Em segundo lugar, porque  não sabemos por onde esse tecido passou, onde foi costurado, e é muito comum que nesse processo de produção e transporte, as roupas fiquem em contato com ambientes empoeirados, sujos, (às vezes até contaminado por algum outro produto que tenha sido transportado). Portanto, é sempre melhor prevenir do que remediar.

Quanto à melhor forma de lavagem, isso depende da preferência de cada pessoa: algumas optam por lavagem à mão. Outras pela máquina. Ambas estão corretas e são possíveis. Contudo, cada escolha tem as suas peculiaridades e pontos de atenção.

Na lavagem à mão, preserva-se melhor as roupas e tecidos, sendo fundamental para os itens mais delicados. As desvantagens são a preocupação com um bom enxágue, pois não devem ficar resíduos do produto de limpeza utilizado na roupa (independente do tipo de sabão utilizado), e a demora maior na secagem.

Na lavagem na máquina, não há a preocupação com enxágue, pois o ciclo de lavagem (mesmo o rápido) é bastante completo e a roupa sairá praticamente seca. Os pontos a serem observados nesta opção são o risco de danificar as roupas e a necessidade que a máquina esteja limpa (recomenda-se lavar a máquina uma vez por mês). Inclusive, quem escolher essa opção, deve estar atento para os itens que são lavados na máquina de sua casa. Se você costuma colocar panos de prato e de cozinha em geral, pano de chão entre outros tecidos e objetos diversos na lavadora para serem limpos, talvez não deva usar esse recurso para higienizar as roupas de seu filho (principalmente neste momento inicial). Ou ao menos precisa fazer uma boa limpeza da máquina antes de iniciar esse processo.

O que vai ser atitude comum, independente do modo de lavagem, é a escolha do sabão. Ele deve ser neutro, sem cheiro forte. Deve-se evitar alvejantes, removedor de manchas, amaciantes e sabão em pó comuns. A opção pode ser o já tradicional sabão de coco ou então as Linhas Baby ou de Roupas Delicadas de algumas marcas de produtos de limpeza.

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Outro ponto comum deve ser a separação das roupas da criança do restante das roupas da família. Os outros moradores da casa frequentam ambientes variados e são expostos a muito mais sujeiras que ficam impregnadas em suas roupas, além de usarem produtos químicos como perfume, desodorantes, etc. Portanto, não devemos lavar tudo junto.

Por esse mesmo motivo, devemos separar os objetos de lavanderia que abrigarão as roupas do bebê como: cesto de roupas sujas, baldes, área do varal no qual será pendurada a roupa – imagine tirar o pano de chão que você lavou e está seco e no mesmo lugar pendurar a roupa da criança… Para que correr o risco de contaminar a roupa de alguém tão pequenino e frágil?

Depois de tudo lavado, é bom não deixar as roupas penduradas no varal mais do que o necessário, para que não peguem poeira. Quanto à secagem, se as peças puderem (e você tiver local), deixe que as mesmas sequem ao sol (sem exposição excessiva). É recomendado também passar todas as roupas, pois isso ajudar a terminar de matar possíveis bactérias. De todo modo, siga sempre as recomendações das etiquetas das roupas para evitar estragos desnecessários.

Por fim, guarde tudo o que foi lavado no armário ou cômoda. Não use saches pois cheiros fortes não são bem-vindos (mesmo aquele cheirinho gostoso de neném). Peças que não serão usadas logo, podem ser guardadas dentro de sacos de TNT, tule ou organza, para que fiquem bem protegidas. Evite sacos plásticos, pois eles não permitem que o tecido respire. Outra dica: não lave as roupas com tanta antecedência. O ideal é você começar a lavar as peças que serão utilizadas nos três primeiros meses de vida da criança por volta do sétimo mês de gestação (a prioridade é sempre do que for ser usado primeiro), e ir lavando o restante à medida em que seu filho for crescendo e precisando de outros peças diferentes ou maiores.

Sobre o Ter e o Guardar o que se Tem

Você sabe tudo o que tem dentro do seu guarda-roupa, do armário da cozinha, no móvel da sala, no armário do trabalho, na gaveta do escritório? Não? Nem faz ideia? Bem, o ideal da organização de espaços é saber o que se tem e onde está tudo que se possui. Ao ter esse conhecimento, você não gasta tempo procurando objetos perdidos e tem acesso rápido ao que deseja. E ainda não passa aperto: até com falta de energia à noite, se precisar de algum item específico, irá encontrá-lo.

Você deve estar pensando: mas eu tenho tantas coisas, como me lembrar de tudo? Um dos conceitos da organização se baseia em arrumar objetos que são úteis e importantes para nós, seja porque são produtivos, seja porque temos apego emocional, ou tudo isso junto e ao mesmo tempo.  Se existem objetos dos quais você não se lembra da existência, será que realmente precisa deles? E se você sabe que o item existe, mas não faz ideia de onde o guardou, não sabe nem por onde começar a procurar (faz tempo que não o utiliza!), talvez precise rever seus conceitos do que é realmente importante na sua vida, na sua casa ou no seu ambiente de trabalho!

Você também pode estar pensando: eu sei exatamente onde estão as minhas coisas, eu me acho na minha bagunça. Mas será que suas coisas e a sua “bagunça organizada” estão no lugar adequado? Pois se você encontra tudo o que procura, mas tudo o que procura não está onde deveria estar (exemplos de locais em que estão seus objetos: pilha de coisas no sofá, na mesa da sala ou do escritório, na mesa de jantar, na cadeira, no chão num canto do cômodo, sobre a cama, etc.), você está subutilizando um espaço (sofá, cama, mesa, chão, cadeira, entre outros) que deveria servir para as funções que lhe foram originalmente designadas: sentar, comer, andar, deitar, fazer reunião…).

Uma mesa pode servir de estante? Sim! A cadeira faz as vezes de aparador? Claro! O sofá pode virar armário? Também, se na sua casa/trabalho sobrar mesa, cadeira e sofá e faltar estante e armário. Agora, se não há falta de espaço para acomodar as coisas e elas estão ali porque faltou disposição ou jeito para guardá-las em local mais apropriado, mesmo sabendo onde está tudo… este “onde” está errado. Principalmente se você não mora ou trabalha sozinho, e seus objetos estão invadindo um espaço que também é de uso de outra pessoa.

É falta de respeito e de consideração com o próximo com quem se convive impedir que ele usufrua de alguma área comum porque as suas coisas, que podem  ficar em ambientes mais convenientes, estão ali ocupando um espaço que também é da outra pessoa. E se na casa ou no trabalho não cabe tudo o que você tem, mais um motivo para refletir se todos esses objetos são realmente úteis. Ou procurar soluções alternativas como se mudar para um lugar maior, comprar mais móveis, reorganizar, entre outras possibilidades.

O que realmente não dá é pra ter e não saber que tem nem onde está, tampouco saber o que tem e onde fica, quando esse “onde” incomoda muita gente, quando esse “onde” incomoda, incomoda muito mais.

Música para ajudar na reflexão ;): Arnaldo Antunes e “Nem tudo”.

Um Novo Estilo a cada Dia

O Post de hoje foi feito a pedido de uma leitora do Blog. Ela solicitou que eu escrevesse sobre um comportamento que  costuma ter de acordar cada dia com um estilo diferente, ou seja, se vestir de acordo com seu estado de espírito. Achei o tema bem interessante!

Para falar sobre esse assunto, é preciso dizer que existem 7 estilos: Tradicional (ou Clássico), Elegante, Esportivo (ou Natural), Romântico, Sexy (ou Sensual), Criativo, e Dramático (ou Moderno).

Partindo dessa premissa, fica a pergunta: o que leva uma pessoa como a minha leitora a acordar cada dia de um jeito e com vontade de se vestir de forma diferente? Seguem algumas possíveis explicações e reflexões sobre a questão:

  1. A maioria das pessoas  possui até 3 estilos: um  que costuma ser predominante, e dois coadjuvantes. Porém, pode haver um equilíbrio maior entre eles, sem que isso seja um grande problema. Portanto, às vezes você acha que acorda cada dia querendo se vestir de um jeito, mas na verdade, você alterna entre seus três estilos (e não percebeu isso).
  2. Muitas pessoas que se vestem a cada dia de um jeito podem não conhecer seu próprio estilo. Daí, tudo o que elas veem e acham bonito, acham que lhes convêm. E não é verdade. Tem roupas, calçados e acessórios que acho bonitos mas que não combinam comigo, que não têm a ver com o que eu sou. É preciso saber diferenciar isso.  Nem tudo que é bonito nos traduz e nos representa. Portanto, ao se vestir a cada dia, pense se  a roupa que escolheu traduz quem você é, ou você veste só porque te agrada aos olhos.
  3. Seguir a moda  pode nos levar a vestir roupas de tudo que é jeito. Com a enxurrada de informações sobre a peça que está em voga,  que  muda a cada estação, e a massificação de tendências nas araras das lojas, fica realmente complicado ser estilosa. É preciso ter clareza do que gosta de usar e não se deixar influenciar pelo que é ditado pela moda, absorvendo somente aquelas novidades que enriquecem e não confundem sua forma de se vestir.
  4. É bom esclarecer: dentro de um mesmo estilo dá para variar muito e de acordo com o humor. Se faço o tipo romântico e estou meio para baixo, posso usar calça, camiseta e tênis e continuar sendo romântica (a referência estará na estampa, cor, tecido, caimento, modelo, etc.). Já se estou me sentindo maravilhosa, provavelmente usarei um vestido e um calçado de salto que terão referências ao romantismo. Cuidado com o estereótipo. Às vezes você pode estar achando que varia muito o seu modo de vestir simplesmente porque não  está percebendo os detalhes das suas roupas que se direcionam para um mesmo gênero e apenas se apresentam de forma diferente.
  5. O estilo varia conforme a ocasião. Ou seja, dá pra ir da feira à festa Black Tie mantendo o mesmo estilo, mas é claro, adaptando-o às diferentes situações. Talvez você esteja confundindo ajuste do seu estilo aos diferentes eventos sociais com se vestir a cada dia de um jeito.
  6. O seu estilo predominante pode ser criativo e isso explica essa sua alternância de modos de se vestir. A pessoa criativa causa a impressão de não ter um estilo definido porque quem comanda suas escolhas é o humor do dia. Esse tipo de pessoa gosta do tudo junto e misturado, então precisa ter um pouco de tudo.
  7. Não há crime em se vestir de acordo com o humor ou o estado de espírito. Se isso não estiver te incomodando, continue. Mas, se você achar que essa forma de se produzir não está te agradando, está fazendo com que tenha dificuldade para se arrumar ou tem feito com que compre roupas que não consegue usar e combinar, está na hora de definir melhor seu estilo. Eu acho bacana ter uma aparência definida porque considero que isso dá personalidade. Mas, a sua personalidade pode ser eclética, com tudo junto e ao mesmo tempo agora. O importante é descobrir quem você é e escolher roupas que traduzam a sua essência.

O Risco de Sentar na Posição em “W”

Quando temos um filho, precisamos nos preocupar em criar nele vários hábitos saudáveis: comer bem, praticar esportes, realizar higiene corporal e mental. No entanto, existem alguns hábitos que às vezes nos esquecemos de estimular nas crianças ou não damos a devida importância. Manter uma postura correta costuma ser um dos hábitos negligenciados, embora seja de extrema importância para a saúde de qualquer pessoa.

A falta de preocupação com a postura adequada nem sempre acontece por desleixo ou falta de cuidado. Dá-se por desconhecimento também. Por isso, é bom conversar com o pediatra ou o ortopedista pediátrico sobre as questões referentes à estatura corporal dos pequenos.

Um desses cuidados é não deixar a criança criar o hábito de ficar sentada com a perna em “W” por muito tempo. Sentar em “W” refere-se à postura assumida quando a criança senta-se no chão com as pernas posicionadas no formato da letra, conforme se pode ver na figura abaixo (me dá agonia só de olhar!)

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Essa é uma das muitas posições que seu filho pode adotar enquanto brinca sentado. Em relação a isso não há problema, pois é normal que a criança varie entre diferentes posturas durante a brincadeira e nesse processo de conhecer e experimentar seu próprio corpo. Inclusive, a alternância entre posturas é extremamente benéfica para os pequenos, pois as trocas entre posturas ajudam a desenvolver os músculos do tronco e, mais importante, ajudam a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal, tão importantes para o resto da vida.

A dificuldade da postura em questão é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, além de limitar as rotações de tronco e as transferências de peso laterais (feitas, por exemplo, ao alcançar um objeto que não esteja na nossa frente).

Logo, ao experimentar essa pose, a criança pode definir essa forma de sentar-se simplesmente por não ter de se preocupar com equilíbrio enquanto manipula um brinquedo, o que facilita a brincadeira. Isso nos faz concluir que essa é, sim, uma postura confortável e preferível por muitas crianças. Mas que não deve ser mantida. Por isso, os pais não devem ficar com pena de pedir aos seus filhos que mudem de posição. Pode ser cansativo no começo para a criança sentar-se de outra forma, mas será um ganho enorme em termos de saúde para os pequenos.

Quando a criança assume predominantemente a postura em “W”, essa escolha pode vir a gerar problemas nos ossos e na musculatura. Tudo porque os quadris ficam no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros (no próprio quadril, nos pés e nos joelhos). Essa posição favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares, particularmente nas partes posterior e interna das coxas e na panturrilha. A postura em “W” também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo um desalinhamento da cabeça do fêmur e rotação interna da tíbia (osso entre tornozelo e joelho).

Soma-se ainda um comprometimento da coordenação motora, pois para um bom e preciso movimento dos membros  inferiores e superiores (especialmente o movimento fino e meticuloso das mãos) é preciso um equilíbrio do tronco, que pode vir a ser afetado se a criança não desenvolver essa firmeza e estabilidade desde pequena, habilidades não estimuladas pela posição em dáblio.

O que os pais e os cuidadores de crianças podem fazer?

1 – As crianças devem ser estimuladas a mudar a posição e chamadas à atenção para corrigirem a postura sempre que a posição em “W” for a preferencial.

2 – Fornecer estímulos táteis para as mãos, que não se encontrem na frente dos pequenos,  também os ajudam  a modificar a posição por si mesmos.

3 – No caso de bebês que estão começando a se sentar e ainda não entendem tão bem a linguagem verbal, você pode ajudá-los a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-os, por exemplo, para a postura de pernas cruzadas, ou outra postura conveniente à atividade que esteja sendo desenvolvida.

4 – Em se tratando de crianças com disfunção neuromotora, esse cuidado deve ser ainda maior, pois, diferentemente dos demais pequenos, elas não se sentam assim por hábito, mas porque essa posição realmente parece mais possível para as limitações que possuem. E, por possuírem de fato uma patologia, o comprometimento motor e físico pela postura errada pode ser ainda mais grave. Logo, essas crianças precisam ser mais estimuladas a manter posturas mais corretas e saudáveis.

5 – Seguem imagens de outras posições que o seu filho poderá usar para se sentar com mais segurança:

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A Morte e a Reorganização da Vida

A chegada do Feriado de Finados me fez refletir sobre a dor da morte. A perda das pessoas que amamos é um sofrimento muito grande, independente de quanto tempo convivemos com as mesmas e da causa do óbito.

No entanto, é preciso viver o luto e superar essa perda, seja se apoiando na religião, na terapia,  no trabalho (remunerado ou voluntário), na família, nos amigos, etc.

Uma forma de superação desse momento tão difícil é conseguir se desapegar dos bens materiais das pessoas que se foram. É claro que o tempo para se fazer essa arrumação do quarto ou do armário do ente falecido é muito pessoal e cada um avaliará o momento em que se sentirá mais confortável para fazer tal ação. Contudo, um prazo maior do que 6 (seis) meses pode não ser muito saudável e sinalizar uma possível depressão ou negação da perda.

Para muitos psicólogos, não é recomendável essa situação de manutenção de tudo igual a como era antes da morte, pois tal postura pode dificultar o alívio ou supressão dos sintomas do luto, bem como impedir a adaptação à nova situação de vida sem aquela pessoa e a consideração de projetos para futuro.  Afinal, como repensar o meu futuro a partir de agora se mantenho não só minha mente como os espaços físicos da minha casa presos a um passado e uma realidade que não mais existem?

Pois, de que vale manter intacto um cômodo ou um armário se o dono daquele espaço não fará mais uso dele? Compreendo que a ideia de quem recorre a essa solução é não esquecer-se do familiar, e principalmente, querer mantê-lo vivo de algum modo novamente.

Porém, manter as coisas exatamente como elas eram em outro momento, quando ainda havia uma vida usufruindo de tudo aquilo, só agrava a dor, visto que evidencia o que sobrou daquela pessoa: objetos. E é muito triste manter algo a espera de um dono que não volta mais. É como se aquele ambiente e objetos estivessem ainda mais inanimados do que de fato já são.

Para os adeptos do Feng Shui, a manutenção de um espaço de alguém que já morreu faz com que a energia fique estagnada, não circule, atrapalhando a energia da casa e de seus habitantes. Manter um ambiente igual e intocável, como na época em que o seu dono era vivente é, para essa filosofia, um atraso energético imperdoável que prejudica a todos, sejam vivos ou mortos.

Ou seja, de uma forma geral a maioria concorda que o melhor a fazer é se desapegar das coisas que pertenciam ao falecido e guardar somente algumas coisas que realmente eram especiais e importantes como recordação, principalmente as fotos. Se não tiver coragem de fazer essa arrumação sozinho (a), peça ajuda a algum familiar ou amigo, ou contrate um profissional para fazer isso por você.

E não precisa se preocupar pois, se a pessoa realmente foi importante na sua vida, você jamais se esquecerá dela, mesmo que não guarde sequer um item que pertenceu a ela enquanto viva. Pois, a maior e melhor memória que temos de alguém se encontra na mente e no coração.

Sugestão: Para as pessoas que estão passando por esse momento difícil e doloroso da morte de um ente querido, recomendo os seguintes Institutos de Psicologia que possuem  profissionais especializados na Psicologia do Luto:

Instituto Entrelaços – Rio de Janeiro        luto

Quatro Estações – São Paulo

API – Belo Horizonte

Ciclo – Fortaleza

Cores da Estação Primavera-Verão 2016

“Eu ando pelo mundo

Prestando atenção em cores

Que eu não sei o nome

Cores de Almodóvar

Cores de Frida Kahlo

Cores!”

Esquadros, Adriana Calcanhoto

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou completamente apaixonada por cores!! Deve ser por isso que uma das minhas primeiras preocupações, quando começa o burburinho sobre as tendências de moda na próxima estação, é o conjunto de cores que fazem parte da temporada. Além, é claro, aprender o nome daquela cor fashion que você sempre chamou de um jeito e agora todo mundo chama de outro… 😉

Mas quem escolhe as cores da moda? Nem imagina? Pois eu vou te dizer: são os grandes fabricantes de corantes do mundo. Elementar, meu caro Watson! Eles realizam acompanhamento de preferências do mercado em relação a cores e estudos sobre a disponibilidade mundial de corantes. Então, duas vezes ao ano, na Europa e nos Estados Unidos, esses grupos se encontram para conferências, as quais resultam em uma paleta de cores que servirá como tendência para a indústria da moda e para outras áreas como decoração, cosméticos, e pasmem, até automóveis! E essa previsão ocorre com até 24 meses de antecedência à estação para qual a paleta se destina. (Fonte: Inventando Moda, Doris Treptow).

Logo, a tendência de cores não tem nada de tão natural e espontâneo assim. É fruto de uma junção de fatores e de um trabalho bastante prático e objetivo. E saber disso, para mim, faz muita diferença. Pois antigamente, eu achava que precisava ter e usar todas as cores que estavam na moda. Mas desde que tomei consciência sobre moda e estilo de verdade, descobri que as cores da estação somente demonstram o que essas cabeças do ramo de tintas e corantes pesquisaram para serem “As Cores”. E que ninguém precisa ter peças nesses tons. Até porque, existem cores que combinam com nossa coloração pessoal e nos favorece, assim como existem cores que nos deixam com uma aparência apagada, cansada ou até envelhecida!

Logo, o ideal é conhecer as cores que estão em alta, ver quais delas te agradam, agregam ao seu estilo pessoal, atualizam o seu closet e conversam com o resto que tem nele. E investir em peças mais caras somente daquelas cores que te deixam linda e que sejam menos fugazes, ou seja, mais atemporais e que dialoguem melhor com seus outros modelitos.

Quer muito ficar na moda? Compre peças mais baratas (e em pouquíssima quantidade) nas cores da temporada que te enjoarão em breve, ou que são menos versáteis. Vale também comprar acessórios nessa paleta, que são mais em conta e têm, ao menos na teoria, chances maiores de ter uma sobrevida no seu armário.

Tem uma cor linda na moda que não combina com seu tom de pele, mas que você ama? Tente novamente os acessórios, ou peças de baixo, como calça, saia, etc. E se tiver muito a fim de colocá-la em uma blusa, procure equilibrar o “prejuízo” causado pela cor com uma maquiagem que te deixe linda e alguns anos mais jovem, além de investir em algum item como colar, brinco, ou lenço, etc. usado bem próximo ao rosto em cores favoráveis.

O mais importante de tudo é não se deixar escravizar nem pelo ter (todas as cores que a moda dita) nem pelo não ter (e ficar aguada por não usar o que gosta mesmo que não te favoreça tanto assim).

Seguem então, as cores da primavera-verão 2016: branco, canela, amarelo, azul-índigo, rosa pálido e laranja-aceso. Qual delas é a sua preferida?

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Reprodução Assistida e Muito Desejada

O desejo de ser mãe e poder gerar em seu ventre seu próprio filho é um anseio de grande parte das mulheres. No entanto, a realização desse sonho nem sempre acontece de forma natural. Para muitos casais heterossexuais com problemas de infertilidade, casais homossexuais femininos ou mulheres que desejam produção independente, há a necessidade de se recorrer à reprodução assistida. Esse recurso reprodutivo da medicina pode ser dividido em dois grandes grupos: os mais simples que ocorrem dentro do corpo da mulher (coito programado, inseminação intrauterina), e os mais complexos e modernos que ocorrem fora do corpo feminino (fertilização in vitro, o qual também dispõe de diversas técnicas).

Nessa seara de opções de reprodução assistida chegamos à melhor opção: a modificação, no mês passado, da Resolução Normativa por parte do Conselho Federal de Medicina que autoriza mulheres acima de 50 anos de idade a realizar procedimentos de fecundação assessorada. É claro que essa liberação não é indiscriminada. Para que ocorra, é preciso que o tratamento esteja condicionado à fundamentação técnica e científica e que médico e pacientes assumam os riscos em termo de consentimento livre e esclarecido. Mas, mesmo com essas condições, mais uma porta se abre para aquelas mulheres que ainda acalentam o sonho de ser mãe pela primeira vez, ou mães novamente. E isso é muito bom!

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Foto: Pinterest

Afinal, se a mulher está em boas condições de saúde aos 50 e poucos (ou muitos) anos (fato cada vez mais comum em nossa sociedade) porque não tentar? Não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas. E se, por motivos dos mais variados, a gravidez ainda não aconteceu, ou se quer repetir a dose, é muito bom que a medicina esteja trabalhando para possibilitar que tenhamos não somente uma vida cada vez mais saudável e longa, mas também que possamos usufruir dessa maior quantidade de dias plenamente – através da realização dos nossos desejos – sem ter tanto a restrição com os limites orgânicos. Tomara que um dia possamos ser assim como os homens, e consigamos gerar filhos sem ter tanta preocupação com o passar ininterrupto (e às vezes cruel) dos relógios cronológico e biológico.

Organizando seus Exames Médicos

Quando pensamos em organização de documentos, costumamos pensar em certidões, contratos, registros, diplomas. Todavia, existe um tipo de documento que costumamos ter em grande quantidade e nem sempre sabemos o que fazer com o mesmo: exames médicos.

Pare e pense: você sabe onde se encontram todos os exames que você guarda? Tem uma vaga ideia do volume que esses papéis representam no seu armário ou gavetas? Ou você não guarda exames?

Independente do tipo de pessoa você é, acredito que esse Post vai contribuir bastante na organização desse tipo de documento.

Para começar a organização é preciso pegar todos os exames e analisá-los um a um, fazer pilhas com os papéis de um mesmo tipo e começar a triagem.

Descartar X Guardar

Há médicos que dizem que você deve guardar todos os exames que fez durante a sua vida. As pessoas mais afeitas ao “destralhamento” vão dizer que você deve jogar tudo fora. Eu digo que cada caso é um caso, e que você deve fazer aquilo que achar melhor e que o espaço que você possui te permite. No entanto, de uma forma geral, podemos estabelecer o prazo de validade abaixo:

validade dos exames

Esse “prazo de validade” dos exames costuma ser utilizado pelos médicos em geral, em especial por aqueles que atendem em processos admissionais trabalhistas. Mas não podemos levar a ferro e fogo essa tabela.

Devemos ter em mente que precisamos sempre guardar o último exame que fizemos, seja ele qual for, para quando refizermos o mesmo possuirmos uma amostra de como estávamos antes. É o que os médicos chamam de “identidade anatômica”.  Isso contribui para identificar possíveis mudanças, ainda que pequenas, na nossa saúde. Inclusive, muitos centros de imagem solicitam exames anteriores.

Em casos de pessoas que tratam doenças crônicas, exames e receitas antigos devem ser guardados para acompanhamento da doença e, até mesmo, para possíveis mudanças de profissional de saúde. Dessa forma, haverá um mapa de todo o tratamento feito e da evolução do caso. É preciso guardar tudo relativo à doença? Creio que não. Somente devem ser guardadas as receitas que prescrevem remédios diferentes. Exames de período de estabilidade do quadro patológico podem ser descartados. No máximo, fazer uma anotação no exame relatando por quanto tempo a doença se manteve daquela forma.

Aliás, essa é uma dica que pode ser usada por todos. Anotar no último exame, como estava o exame anterior. Assim você terá sua “identidade corporal” ainda mais completa. No caso de exame de sangue isso pode não ser necessário, pois muitos laboratórios já guardam o seu histórico de exames online.

Para pessoas que contraíram doenças como Tuberculose ou Câncer, que podem deixar marcas ou sequelas definitivas na pessoa, e consequentemente em seus exames, é recomendado guardar a documentação médica da época do tratamento e de depois da cura do mesmo, o que comprovará (principalmente para fins trabalhistas) que você não possui mais a doença, apenas cicatrizes do problema.

Nos casos de patologias que foram tratadas, mas que trazem um risco, ainda que mínimo, de reincidência, é mais prudente guardar também exames, receitas e todo tipo de documentação sobre o tratamento.

Como guardar

Para casas que possuem muitos moradores ou pessoas que fazem exames com regularidade, convém criar uma pasta para cada pessoa guardar seus exames. Cada pasta dessas pode ser subdividida com plásticos ou outras pastas mais finas por tipos de documentos (exames de sangue, receitas…) ou por especialidade médica (cardiologia, ginecologia, etc.), ou por doença, dependendo do caso. O ideal é que toda pasta e/ou plásticos sejam etiquetados para que você (ou alguém que precisar te socorrer ou a algum familiar da sua casa em uma emergência) identifique o conteúdo ao visualizá-las.

No caso de poucos moradores e poucos exames, pode-se fazer uma única pasta para todos (com separação por plásticos ou subpastas de cada um, também com etiquetas).

A escolha da pasta é variável, podendo ser uma pasta poliondas, arquivo, sanfonada, suspensa ou registradora a/z. Em minha opinião, a última é melhor, mas a escolha da pasta depende de diversos fatores, como quantidade de exames e espaço para armazenamento da mesma. Portanto, é preciso que você escolha aquela que mais se adéqua a sua necessidade e espaço.

Para exames grandes, como tomografias e ressonâncias, vale a pena comprar pastas tamanho A3.

Mais uma opção: escanear laudos, receitas e guardá-los no computador.

É isso! Ah, e vale lembrar: carteiras de vacinação devem ser guardadas sempre, assim como ao menos um raios-X de sua arcada dentária, principalmente se você está sempre mudando de dentista.

A Nova Revolução Industrial: Impressão 3D

“Os homens inventam as máquinas. As máquinas reinventam os homens”

Marshall McLuhan

No post de sexta-feira passada, apresentei um breve histórico de como a produção de roupas e acessórios 3D começou a surgir na moda. Hoje trago uma breve reflexão sobre como anda a comercialização desses itens e as possíveis consequências advindas dessa nova forma de produção.

No que se refere à compra e venda, já é possível adquirir alguns itens de moda impressos em 3D. É claro que o valor ainda é bastante alto.  Contudo, com o avanço na produção dessas impressoras e o consequente barateamento dos modelos anteriores, em breve será possível que uma boa parte da população tenha uma impressora 3D em sua casa, ou que esse serviço se transforme em lugar comum.  O processo de popularização dessa tecnologia deverá ser bem parecido ao que aconteceu com o microcomputador e o telefone celular: há 20 anos eram artigos “de luxo” e privilégio de poucos. Hoje em dia, todo mundo tem pelo menos um aparelho de cada, ainda que não seja dos mais custosos e modernos.

Logo, podemos vislumbrar para um futuro próximo a possibilidade de criarmos as roupas exatamente como desejamos, nas cores, modelos, tecidos, caimentos que quisermos. Não seria o máximo? Ou para os menos criativos, poder copiar roupas e acessórios que vimos e gostamos e que são muito caros ou que não nos serviram por algum motivo. Seria um grande sonho…

Sonho, que pelo menos nos EUA já começa a ser realidade. Quem saiu na dianteira em termos de produção e venda foi a Build Shop, sediada em Los Angeles, que, dentre outros itens, produz bijuterias impressas em 3D. Para se ter uma ideia, cada modelo de anel custa, em média, US$ 50 e leva 3 horas para ficar pronto. Para ficar mais próximo de uma joia, após a impressão, o acessório, que é feito em plástico, recebe um banho de metal nobre. Os modelos disponíveis de bijus já estão prontos em softwares, mas é possível você “criar” seu próprio modelo, o que naturalmente irá encarecer a produção, pois necessitará de um estilista, ou melhor, um designer para desenhar a peça em um programa para você.

Outras empresas americanas já estão indo no mesmo caminho, vendendo o objeto pronto ou o produto em arquivo digital para ser impresso em casa, tais como: Continuun, Openknit, Cubfy.

Mas será que tudo é bom nessa nova tendência produtiva? Creio que não. Poder fazer roupas e acessórios do modo que queremos seria sim incrível, mas devemos pensar que esse modelo contemporâneo de produção em moda pode vir a tirar, num futuro ainda distante, o trabalho de muitas pessoas que trabalham nesse setor, mas nas funções que exigem menor escolaridade, como costureiras e vendedores. Ou podem incentivar ainda mais um consumismo exagerado, ao conseguirmos maior facilidade de atender aos nossos caprichos e impulsos fashion com alguns poucos cliques no computador e na impressora. Onde vamos colocar no nosso mundo já superlotado todas as roupas e acessórios que imprimiremos? Se não damos conta de reciclar e descartar corretamente tudo o que produzimos e consumimos agora, será que daremos conta de mais um monte de produtos (e impressoras) a serem fabricados?

Posso estar sendo fatalista e dramática, mas considero necessário pensarmos sobre tudo de bom e de ruim que se ganha ao inserirmos essa tecnologia na nossa vida. Se a entrada das máquinas no lugar da manufatura na produção de produtos nos séculos XVIII e XIX criou a Revolução Industrial que modificou definitivamente a sociedade e a economia mundial (para o bem e para o mal), o avanço dessas novas tecnologias digitais deve novamente trazer transformações radicais e decisivas para todos. Só espero que as mesmas produzam menos desigualdade, menos escravidão ao tempo e ao trabalho, e menor desperdício dos nossos já escassos recursos naturais.

Observação: Por motivos técnicos e profissionais, o post de sexta-feira saiu hoje, no sábado. Peço desculpas aos leitores pelo atraso de um dia na postagem. Mas, como já os havia alertado: isso é vida real. 🙂

Para saber mais: Vídeo interessante com o início do programa “Mundo S.A.” do canal Globo News que tratou sobre empresas nacionais e estrangeiras que já estão produzindo diversos objetos em 3D. Para assisti-lo, basta acessar o link abaixo:

http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-documento/videos/t/outros-programas/v/mundo-sa-a-nova-revolucao-industrial-a-impressao-3d/4417756/

A proibição da customização de itens infantis

Customizar se tornou a palavra da moda ultimamente. Este verbete, ainda pouco encontrado em dicionários nacionais impressos de Língua Portuguesa, já virou termo comum em quase todas as áreas e muito recorrente no nosso dia a dia. Mas, o que significa? Em linhas gerais esse termo, vindo do inglês, significa personalizar, adaptar ou adequar algo de acordo com o gosto ou a necessidade de alguém. Inclusive, o gosto é motivador principal da customização, visto que o grande objetivo, na maioria das vezes, é tornar um objeto único e exclusivo, o que tem muito mais relação com preferência e diferenciação do que com necessidade.

Não tenho nada contra a customização, pois, sendo uma profissional que atua na área da moda, acho interessante personalizar alguns itens para exprimirmos nossa personalidade e estilo. No entanto, acredito que devamos ter critério e cuidado ao decidirmos singularizar alguns objetos, especialmente aqueles que não serão utilizados por nós, mas sim pelos nossos filhos e/ou outras crianças com as quais convivemos ou trabalhamos.

É por isso que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) publicou uma portaria no último dia 15/10 proibindo a confecção, importação, distribuição e comercialização de chupetas, mamadeiras e bicos de mamadeiras customizados em todo o território nacional.  Ou seja, estão terminantemente proibidas quaisquer alterações dos produtos originais (colocação de itens decorativos – miçangas, pérolas, cristais – adesivos e alteração da cor do produto) que foram aprovados pelo mesmo órgão.

Essa decisão visa evitar acidentes infantis que podem vir a acontecer quando partes pequenas colocadas em chupetas ou mamadeiras se soltam (ou são arrancadas pelas próprias crianças) e possibilitam o risco de serem facilmente engolidas pelos pequenos. De acordo com o Ministério da Saúde, a sufocação é a terceira maior causa de morte de crianças de zero a 14 anos de idade, perdendo apenas para acidentes de trânsito e afogamentos.

É importante lembrar também que há mais riscos nesses enfeites: as colas usadas para fixar tais objetos são tóxicas e ficam muito próximos à boca e nariz das crianças; e eles dificultam a devida higienização das chupetas e mamadeiras.

Logo, a medida tomada pelo INMETRO é excelente! Todavia, me parece insuficiente. Se fizermos uma busca pelo Google, encontraremos diversos outros objetos de uso infantil (especialmente os feitos para bebês meninas) customizados que apresentam os mesmos (ou muito parecidos) inconvenientes como: prendedores de chupeta, sapatos, tiaras, pentes e escovas de cabelo, roupas, kit higiene. Outro item que costuma ser feito artesanalmente e às vezes possui contas e outros objetos pequenos são móbiles de berço, que ficam justamente sobre a cabeça da criança, e não temos como garantir quão seguros e bem feitos eles são.

itens perigosos

Portanto, a proibição do que pode ou não fazer parte do quarto e do conjunto de objetos de uso das crianças cabe a nós adultos que cuidamos delas, bem mais do que ao INMETRO ou qualquer outro órgão.  E que esse e outros órgãos voltados à prevenção de acidentes sejam apenas mais uma ferramenta de auxílio à padronização da segurança infantil, que deve ser nosso real estilo, gosto e necessidade.